Eleições 2020

Mendonça Filho defende armamento da guarda municipal do Recife

O pré-candidato Mendonça Filho (DEM), fez duras críticas a gestão do PSB e afirmou que continua trabalhando pelo consenso da oposição na briga pelo pleito municipal

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 28/02/2020 às 20:31
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Foto: Leo Motta / JC Imagem
O pré-candidato Mendonça Filho (DEM), fez duras críticas a gestão do PSB e afirmou que continua trabalhando pelo consenso da oposição na briga pelo pleito municipal - Foto: Leo Motta / JC Imagem
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Pré-candidato à Prefeitura do Recife, o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), afirmou ser favorável ao armamento da guarda municipal, o que seria uma forma da cidade complementar o trabalho realizado pela Polícia Militar para manter a segurança. Mendonça endossa a defesa feita por outros pré-candidatos alinhados a algumas pautas do  governo Bolsonaro, como a delegada Patrícia Domingos (Podemos) e o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania). “Acho que o direito de porte de arma por parte da guarda municipal deveria ser assegurada, ainda mais no caso de uma cidade do tamanho do Recife. Existe uma lei, inclusive, que autoriza esse porte, mas é uma opção do prefeito (Geraldo Julio) de impedir a posse e o porte de armas”, afirmou o ex-ministro, nesta sexta-feira (28), em entrevista ao Resenha Política, da TV JC. 

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De acordo com Mendonça Filho, é necessário que a discussão leve em consideração a preparação técnica e um treinamento adequado para os guardas que estiverem aptos. “Isso não é algo trivial, mas no caso do Recife por ser um importante auxílio no combate a violência”, declarou. Em entrevista à Rádio Jornal, no início de janeiro, o prefeito Geraldo Julio (PSB) explicou que este tema não seria mais tratado em sua gestão. “A prefeitura não vai comprar duas mil pistolas, dois mil revólveres 38 para distribuir com os guardas municipais. Não vamos fazer isso. A guarda tem papel fundamental de cuidar dos equipamentos públicos, dos parques, das praças, de fazer ações importantes de cidadania e ela já faz isso muito bem”, cravou o chefe do executivo. 

Além da questão envolvendo a segurança na Capital, Mendonça Filho também fez duras críticas a forma como a gestão do PSB administra os recursos federais e a tentativa de culpabilizar a União pela deficiência nos investimentos da cidade. “A linha do PSB é terceirizar culpa e responsabilidade. O que ocorre, de fato, é que Recife é uma cidade cheia de problemas, com desafios enormes na área de educação, saúde e infraestrutura. O trânsito é caótico, a indústria da multa instalada.  Então você tem a mediocridade instalada no governo do Recife”, disparou.

Ministro da Educação no governo do ex-presidente Michel Temer, Mendonça citou como exemplo a destinação de recursos para a construção de 10 creches municipais. “Sabe quantas saíram do papel? Nenhuma. Por falta de ação do governo municipal para disponibilização de terrenos que pudessem abrigar a construção dessas creches. Ou seja, muitas vezes a vinda destes recursos (federais) é impedida por falta de capacidade do governo local em recepcionar esses recursos”, explicou o democrata.

Sobre o entendimento do bloco de oposição para a disputa municipal, o presidente estadual do DEM afirmou que tem participado ativamente da articulação em prol da unidade. Questionado se poderia compor uma chapa com a pré-candidata Patricia Domingos, Mendonça evitou especular cenários.  Respeito a delegada e seria uma indelicadeza fazer qualquer especulação envolvendo o seu nome. Respeito seu histórico de combate à corrupção. Inclusive, ela foi punida por isso, como comandante de uma delegacia especializada no combate à corrupção. Ela tem todo meu respeito”, afirmou.

No entanto, ele lembra que continua buscando um consenso e também lembra do deputado federal Daniel Coelho como uma opção para representar esse bloco. “É um nome qualificado e também se coloca como opção. Daniel tem histórico, trabalho e é uma liderança expressiva no Recife. Para enfrentar a máquina do PSB e PT, temos que ter o máximo possível de unidade. O PSB está saturado no meio da classe média e das áreas populares da cidade, ninguém aguenta mais”, declarou. 

Atos anti-Congresso 

Nos últimos atos pró governo Bolsonaro, o ex-ministro da Educação Mendonça Filho, tem marcado presença. No entanto, durante entrevista ao Resenha Política, não confirmou se participara do ato no próximo dia 15 de março, que tem sido alvo de polêmica por ser considerado um ato anti-Congresso. Ex-deputado federal, o democrata apenas afirmou que,  " a liberdade de manifestação é um preceito democrático, ao mesmo tempo, não existe democracia sem o funcionamento das instituições que representam a República: Executivo, Judiciário e Legislativo".

A editora do BR Político, Vera Magalhães, publicou no site um print do que seria uma conversa de WhatsApp em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dispara um vídeo que mostra a facada que ele sofreu em 2018, em Juiz de Fora, convocando a população para um ato no dia 15 de março, para defendê-lo, mas que está sendo interpretado como uma ação contra o parlamento, gerando diversas críticas de políticos nas redes sociais. De acordo com a colunista e editora, o vídeo mostra, em tom dramático, o vídeo da facada que o presidente da República levou no ano da eleição, em 2018. "O vídeo de 1 minuto e 40 segundos usa o Hino Nacional tocado no saxofone como trilha sonora", afirma Vera.

 

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