SUSTENTABILIDADE

Com ela, tudo se transforma

Lustre e corações de garrafas PET são alguns dos objetos da Lixiki manufaturados por mulheres de comunidades carentes

Jessica Souza
Jessica Souza
Publicado em 25/11/2012 às 7:00
Flora Pimentel/JC Imagem
FOTO: Flora Pimentel/JC Imagem
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Quem passa pela Praça Jornalista Francisco Pessoa de Queiroz, ao lado do Shopping Plaza Casa Forte, se surpreende com uma decoração de Natal um pouco fora do comum. No lugar de pesados arranjos de metal, garrafas PET na cor avermelhada em forma de coração iluminam a noite do bairro de Casa Forte. Uma ótima prova de que é possível, sim, unir o cuidado com o meio ambiente ao bom gosto.

Os arranjos natalinos foram criados pela Lixiki, empresa comandada pela engenheira civil Ana Borba, e manufaturados por oito mulheres da Vila do Vintém, Santana e Lemos Torres, áreas que ficam nas proximidades do shopping. “Em setembro, fizemos as oficinas para 20 participantes”, diz a engenheira recifense de 41 anos.

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Ana Borba comanda a Lixiki - Flora Pimentel/JC Imagem
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Material de PET utilizado em combinação com luzes coloridas - Flora Pimentel/JC Imagem
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Bolsas feitas com lonas de banner - Flora Pimentel/JC Imagem
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Estojos feitos com material reutilizado - Flora Pimentel/JC Imagem
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Bolinhas de PET podem virar enfeite - Flora Pimentel/JC Imagem
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Material de PET como porta-lápis - Flora Pimentel/JC Imagem

A relação entre Ana e as comunidades carentes é antiga. Em 2005, a empresária criou uma oficina com moradores de várias regiões. “O mais interessante é que qualquer pessoa pode fazer os produtos. No máximo, é preciso ter uma máquina de costura ou uma furadeira.” 

Levando em conta os conceitos aprendidos na área de construções verticais, ela deixou a imaginação fluir, sempre tendo como foco o reuso de materiais descartados, em uma tentativa de chamar a atenção para a coleta seletiva. “Sempre tive vontade de resolver o problema do lixo. As coisas foram acontecendo naturalmente”, comenta. Foram realizados projetos cenográficos de vários pontos do Recife e de cidades vizinhas, como São Lourenço e Olinda, além da agrestina Garanhuns. 

Um dos mais interessantes foi a árvore de Natal flutuante no Rio Capibaribe, em 2010 e 2011. “Tinha em torno de 23 toneladas e uma estrutura superleve e eficiente comparada com outras, que podem chegar até a 500 toneladas”, conta. 

 

Leia mais na Arrecifes do JC deste domingo.

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