PERSONA/ASLAN CABRAL

Aslan é Pernambuco no BBB

Artista plástico é conhecido da cena local e deve garantir a audiência no Estado

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 03/01/2013 às 17:11
Isabella Valle/Acervo JC Imagem
Artista plástico é conhecido da cena local e deve garantir a audiência no Estado - Isabella Valle/Acervo JC Imagem
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Recifense praticante, o artista plástico Aslan Cabral é uma figura envolvente. Comunicativo, conhecido por realizar performances, foi um dos curadores da última edição do Spa das Artes e agora representa Pernambuco na edição de número 13 do Big Brother Brasil, que começa na próxima terça-feira (8).No dia 12, já dentro da casa, ele completa 33 anos. Em setembro de 2011, ele conversou com a repórter Manuella Antunes sobre arte, prazeres

JC –Quando se descobriu artista?

ASLAN CABRAL – Fiz faculdade de relações públicas, mas logo no começo passei a achar que aquilo não era o que eu queria. Parei com o objetivo de começar jornalismo, pois alguns amigos da área me diziam que tinha a ver com minha personalidade. Nesse intervalo, conheci pessoas como Fernando Peres e Lourival Cuquinha, que participavam do movimento artístico. Essa convivência me fez perceber que eu tinha repertório para ser um artista. A partir daí, fiz cursos, me aperfeiçoei e procurei pessoas que pudessem agregar conhecimento.

JC – Quando começaram as performances ?

ASLAN Comecei a produzir a partir de 2006. Com minha primeira performance, fui convidado a ir para a França. De lá pra cá, foram 11 delas apresentadas em situações oficiais.

JC – Fora as performances, exercita alguma outra vertente?

ASLANEu pinto. Faço esse trabalho há três anos. Mas, por enquanto, ainda não o tornei público. Minha autocrítica não permite soltar qualquer coisa no mundo. Não sou eu quem vai dizer quando ele estará pronto. A obra dirá para mim. Acho que ano que vem.

JC – Fora a arte, o que lhe atrai?

ASLAN Gosto muito de praia. Se eu migrasse do Recife, seria bem mais fácil eu ir para o Rio do que para São Paulo, por exemplo. A cultura litorânea me interessa. Adoro pisar na areia, curto a maresia... E é incrível como isso é recarregador. Você entra no mar e o sal parece que lava, porque o mar é como se fosse a grande mãe do planeta. Às vezes tiro dez minutos do meu dia e saio para tomar uma água de coco na praia.

JC – Algum outro cantinho?

ASLAN O pontal de Maria Farinha. Aquele lugar é mágico. É um dos poucos onde se pode ver o sol se pôr de frente. Lá nunca tem ninguém e o local tem esse efeito surreal para nossa localização geográfica.

JC – Você tem aparecido em alguns eventos com uma máscara de la ursa. O que é isso?

ASLANRecife tá sufocado. Fala-se muito em dinheiro, em investimentos no Estado, mas não se discute projetos que possam ajudar a curar os grandes problemas da cidade ou voltados para instituições artísticas. A la ursa quer dinheiro. Para o transporte, para a infraestrutura, para a arte. Se estamos no mapa da especulação financeira, então a la ursa vem pedir isso. Foi a forma que encontrei de protestar, colocando a arte popular no centro da discussão da arte contemporânea.

JC – Cite um momento memorável do Recife.

ASLAN Do ponto de vista de formação, considero os cursos da Fundação Joaquim Nabuco fantásticos. Tem ainda o Festival Janela Internacional de Cinema.

JC – E de entretenimento?

ASLAN Ah!! O show de Amy Winehouse e o de Luiz Caldas, no baile do I Love Cafuçu. Dois momentos de jogação mesmo.

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