Persona

Rubens Santos sabe fazer rir

Ao ouvir o nome do pernambucano Rubens Santos, 28 anos, muita gente não imagina de quem se trata. Mas basta mencionar o personagem que ele encarna, Solivaldo Marley, para um sorriso vir logo em seguida. Ele é figurinha fácil em quadros de humor de programas de auditório, da web e fez sucesso no festival Só pra Rir, que rolou há 15 dias em Olinda. Não faltou, claro, bom humor no papo com Carol Botelho.

Do JC Online
Do JC Online
Publicado em 25/08/2013 às 7:50
Clemilson Campos/ JC Imagem
Ao ouvir o nome do pernambucano Rubens Santos, 28 anos, muita gente não imagina de quem se trata. Mas basta mencionar o personagem que ele encarna, Solivaldo Marley, para um sorriso vir logo em seguida. Ele é figurinha fácil em quadros de humor de programas de auditório, da web e fez sucesso no festival Só pra Rir, que rolou há 15 dias em Olinda. Não faltou, claro, bom humor no papo com Carol Botelho. - FOTO: Clemilson Campos/ JC Imagem
Leitura:

JC – Você é de São José do Belmonte. Como foi parar em Igarassu?

RUBENS SANTOS – Vim para tratar da saúde e acabei ficando.

JC – Como nasceu Solivaldo Marley?

RUBENS – Tinha um amigo do tipo maluco beleza que tinha um cabelão, um bigode, e tudo que ele falava era “só, na moral e pá”.

JC – Quando começou a levar comédia a sério?

RUBENS – Contava piada desde pequeno. Depois de sonhar em ser jogador de futebol e médico, queria ser professor de matemática. Minha vontade sempre foi ter uma plateia. E foi graças a um curso de informática que conheci o teatro. Meu primeiro papel foi o de uma galinha. Mas desisti quando minha namorada me viu imitando a ave e acabou o namoro comigo. Depois voltei para o grupo porque vi que era aquilo que eu queria fazer da vida.

JC – Dá para ganhar a vida fazendo rir?

RUBENS – Ainda não. Sou arte-educador da Secretaria de Saúde de Igarassu, onde moro. Mas não quero ser famoso. Às vezes passo na rua e parece tiroteio. Todo mundo grita: “E pá, pá, pá.” Só queria conseguir lotar o teatro e dar uma boa condição para minha família.

JC – Vida de humorista é alegria o tempo todo?

RUBENS – Todo mundo acha que comediante vive rindo. Faço da alegria dos outros a minha própria.

JC – Quem é a pessoa mais engraçada do mundo?

RUBENS – Meu pai. Se ele tivesse a oportunidade que eu tive, seria um ótimo humorista, porque ele é muito espontâneo. 

JC – E quando a vida não tem graça nenhuma?

RUBENS – Quando acaba para algumas pessoas queridas... Já tive que fazer um show de humor depois de um funeral. Mas foi também um jeito de esquecer por alguns momento aquele sofrimento. 

JC – Qual é a maior piada da vida?

RUBENS – O de cima sobe e o de baixo desce. É difícil quebrar essa regra.

JC – É casado?

RUBENS – Sou noivo. Mas nós temos um relacionamento aberto. Na hora de dividir a conta, é no esquema do rarrá. Eu pago e ela ri: rá, rá rá.

JC – O que faz nos dias de folga?

RUBENS – Adoro jogar videogame. Coisa de menino, né? Mas eu gosto. 

JC – Qual o seu melhor palco?

RUBENS – Já fiz e ainda faço shows em bar. Mas quero focar o teatro, que é o lugar do artista, e não disputando a atenção com o garçom. 

JC – O que Igarassu e Recife têm de melhor?

RUBENS – Em Igarassu, o Sítio Histórico, que é um ambiente de paz. Já no Recife, gosto do Marco Zero, acho bem romântico.

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