Persona

Renata Muniz adora dançar no palco e fora dele

A bailarina recifense, que apresentou Leve no Festival Internacional do Recife, adora estar em movimento o tempo todo

Gabriela Viana
Gabriela Viana
Publicado em 02/11/2013 às 13:12
Igo Bione/JC Imagem
A bailarina recifense, que apresentou Leve no Festival Internacional do Recife, adora estar em movimento o tempo todo - FOTO: Igo Bione/JC Imagem
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A bailarina Renata Muniz, 37 anos, não para nunca. Cheia de energia no palco e fora dele, a recifense adora tudo que envolve movimento. Ela se acha tímida. Mas quando se entrega à música, essa sua faceta é esquecida. Foi o que aconteceu no último domingo, quando apresentou Leve, no Festival Internacional de Dança do Recife, que acabou quinta. Renata conversou com Gabriela Viana.

JC – Dança só no palco ou também fora dele?

RENATA MUNIZ – Gosto muito de dançar, até mesmo quando ela não é artística. Danço para me divertir, por prazer. Adoro ir ao Clube Bela Vista, no Alto Santa Terezinha. Para mim, é o melhor lugar da cidade. Tem música boa, dança, cerveja gelada e gente do bem.


JC – Você pratica ioga quatro vezes por semana. Por quê?

RENATA – Porque busco meu equilíbrio emocional. A ioga me dá um estado de presença de um jeito que nem a dança me dá. Consigo obter uma concentração imensa. 

 

JC – É uma pessoa calma ou a agitada?

RENATA – Sou completamente cinestésica. Até acho que sou uma ótima dona de casa por isso. Gosto de me movimentar, gastar energia. Logo, gosto de fazer serviços domésticos.

 

JC – Curte cozinhar?

RENATA – Não. É a única atividade doméstica de que não gosto. Quando preciso cozinhar fico mal-humorada, justamente porque não há muito movimento. Preciso de atividades cinestésicas. 

 

JC – Alguma paixão?

RENATA – Amo bichos, principalmente os gatos, desde pequenininha. Até fiz veterinária, mas abandonei porque a dança me roubou. Hoje crio três gatinhas: Minha, Catita e Sarará. Além disso, sempre que vejo um felino na rua, pego e ajudo na adoção. É algo que realmente satisfaz minha alma. 


JC – Como é a sua relação com o amor?

RENATA – Sou canceriana: romântica, sonhadora e apegada. Também sou ciumenta, mas me vejo como uma boa parceira. Me acho muito visceral, mas consigo refletir, tentar entender a relação. Apesar da impulsividade, depois consigo pensar sobre o que aconteceu. Não vou saber explicar direito. Minha mente é muito caótica (risos). 

 

JC – De onde vem toda essa sua energia?

RENATA – A primeira coisa que me lembro quando penso na minha infância é das minhas brincadeiras na rua, minhas maloqueiragens. Cresci no subúrbio, o que foi muito positivo para mim. Brincava com a galera toda, fazíamos atividades corporais, que gastam energia. Acho que minha energia vem daí. 


JC – Você é bem independente. Também defende ideologias voltadas ao feminismo? 

RENATA – Não no discurso, mas talvez na atitude (risos). Só sou contra essa concepção machista de que uma família deve ter um homem como gestor. Venho de uma família matriarcal, de quatro mulheres. Minha avó, minha mãe e duas tias. Chamava todas de mãe. Para mim o homem não é tão necessário, nesse quesito. E essa minha origem também diz muito sobre mim. 


JC – Agora, a pergunta que não quer calar: com você gosta de se definir?

RENATA – Sou uma boêmia, completamente cinestésica, porém, tímida. No palco, essa timidez é sanada. Assimilo as coisas através do corpo e, por isso, a ioga é tão importante para mim. Além disso, me influencio bastante pela energia que as músicas passam. Principalmente se tiver letra, pois adoro música brasileira. Mas também sou muito eclética, nunca desligo o som.

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