PERSONA

Bella Maia é bailarina fora dos padrões

Poucos dias após sair do Big brother Brasil, a bailarina recifense Bella Maia, 27 anos, conversou com Cinthya Leite sobre a personalidade forte que alimenta e a vontade que tem de quebrar padrões

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 01/02/2014 às 13:00
Foto: Dani Neves/JC Imagem
Poucos dias após sair do Big brother Brasil, a bailarina recifense Bella Maia, 27 anos, conversou com Cinthya Leite sobre a personalidade forte que alimenta e a vontade que tem de quebrar padrões - FOTO: Foto: Dani Neves/JC Imagem
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JC - Participar do BBB era um desejo antigo? 

BELLA MAIA – Sempre gostei do programa e nunca entendi o motivo de tantos comentários desfavoráveis. Acho que podemos vê-lo sem deixar de lado quem somos e no que acreditamos. E por isso, sempre tive vontade de participar do BBB. Em 2012, a produção me sondou, mas o querido Aslan foi o escolhido. Neste ano, fui surpreendida em ser escolhida para participar. 

JC – Qual o maior aprendizado que teve durante o tempo que ficou na casa? 

BELLA – Conviver com as pessoas no programa me ensinou a ser mais tolerante e a julgar menos os outros. Percebi como é bom pensar antes de falar. 

JC – Considera-se uma pessoa impulsiva? 

BELLA – Demais. E sou assim desde criança. Faço aquilo que está dentro de mim, sem medo. Inclusive, foi isso que me prejudicou no jogo. Preciso ter mais cuidado na hora de me expressar. 

JC – Como a dança a conquistou? 

BELLA – Foi de repente. Estava no 7º período de direito quando percebi que estava infeliz com o curso. Passei imediatamente para a área da dança sem nunca ter me interessado por isso profissionalmente. De uma maneira muito amadora, só dançava na Igreja Episcopal. As pessoas falavam que viam algo de especial em mim durante a dança. 

JC – Vai muito à igreja? 

BELLA – Eu frequentava bastante; era muito assídua. Aos 20 anos, quando fui ao Rio para estudar dança, mudei completamente minha cabeça, tanto que iria casar virgem. Mas no Rio, percebi que posso acreditar nas mesmas coisas, sendo o que eu sou, sem dogmas. Mas respeito muito as religiões. Hoje, a minha relação com Deus é pessoal e íntima. 

JC – O que a estimulou a voltar para o Recife? 

BELLA – Fui para o Rio sem saber o que poderia acontecer. Por causa da saudade daqui, voltei em 2010, após terminar a especialização. Foi a grande sacada porque lá eu seria só mais uma. Aqui, consegui ter meu público e já loto um teatro. 

JC – Fala muito com o corpo? 

BELLA – Demais. As palavras são insuficientes, mas condizem com a minha expressão corporal. Ter uma conexão com meu corpo me dá segurança, autonomia e poder de ser sujeito ativo da minha vida.

Confira a entrevista completa na edição deste domingo do caderno Arrecifes 

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