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Escola atende aqueles que desejam aprender a arte de fazer roupas

Procura ficou maior por quem busca fugir da rotina e quer fazer seu horário ou até como atividade terapêutica

Mariana Araújo
Mariana Araújo
Publicado em 18/10/2015 às 10:16
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Procura ficou maior por quem busca fugir da rotina e quer fazer seu horário ou até como atividade terapêutica - FOTO: Foto: Guga Matos/JC Imagem
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O desejo por uma peça única, uma moda individual, um estilo só seu. Isso tudo tem aumentado a busca por cursos de corte e costura. Há seis anos, depois de dar aulas em faculdades, Izabel Carvalho decidiu montar sua própria escola. Abriu a Casa 208, na Av. Agamenon Magalhães, 2764, no bairro do Espinheiro. O público começou, principalmente, com estudantes de moda e empresários do ramo, mas hoje é bem variado.

“São pessoas de diversas áreas que sempre tiveram vontade de fazer suas próprias roupas ou que buscaram a costura como uma atividade terapêutica. Alguns vieram indicados por psicólogos ou psiquiatras como forma de desacelerar, diminuir o estresse, porque a costura absorve e funciona quase como uma meditação. Os alunos são em grande maioria mulheres e com profissões diversas: médicas, juízas, advogadas, professoras, contadoras, publicitárias etc. e também aposentadas”, diz Izabel.

A profissão de costureira está voltando à moda, tal qual nos anos 80. “Hoje quase não se encontra uma boa costureira. Existem ateliês que fazem roupas para grandes festas. Mas quando buscam uma costureira para fazer um modelo da revista, por exemplo, não encontram com facilidade”, avalia Izabel. “Parece que a moda autoral começa a tomar espaço e cada um quer um tipo de decote ou manga que não encontra”, acrescenta.

Izabel diz que a costura é para qualquer pessoa, inclusive as que nunca pegaram numa agulha e linha para pregar um botão. “O fato de ter interesse demonstra que apresenta alguma habilidade. Alguns mais outros menos. Uns se destacam mais na modelagem e outros na costura”, diz.

O ponto de partida para se começar a pensar em uma roupa é o tipo físico do cliente, relata Izabel. “Daí escolhe o modelo e as linhas de design que mais se adequam. O tecido é outro item importante: tanto pelo caimento quanto pela cor. Todos querem parecer mais magros, mais altos e mais bonitos e estas escolhas fazem toda a diferença”, explica a professora.

Os que buscam a costura como alternativa à moda disponível nos shoppings podem acabar incrementando a renda ou mudando de profissão. “Não apenas pela segunda renda, mas também, por busca de mais autonomia, principalmente de horário. O home office é hoje uma realidade em todas as áreas. Assim, muitos montam seus ateliês em casa, seja para roupas sob medida ou peças prontas para venda”, explica Izabel.

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