Indústria marítima

Navio era o esplendor da Costa

Concordia, que passou pelo Recife na temporada 2009-2010, tinha arquitetura pomposa e capacidade para mais de 3,7 mil hóspedes

Janaína Lima
Janaína Lima
Publicado em 19/01/2012 às 13:16
Divulgação
FOTO: Divulgação
Leitura:

Assim como o RMS Titanic, que afundou e vitimou a vida de mais de 1,5 mil pessoas após colidir com um iceberg em 1912, o Costa Concordia era glamouroso – um encanto que se ofuscou após a colisão em uma rocha na costa da Itália, no último dia 13. Na temporada 2009-2010, última do navio no Brasil, a expectativa de muitos agentes de viagens e passageiros brasileiros, como também da própria montadora italiana, era grande.

Todos estavam na contagem regressiva para desfrutar da infraestrutura, dos serviços e das atrações deste palácio marítimo que veio ao País pela primeira vez naquela temporada e passou pelo Recife. Nesse período, o Concordia sediou os cruzeiros temáticos (8º Bem-Estar, 7º Dançando a Bordo e 16º Fitness).

O navio, que deu início às atividades em julho de 2006, tinha 114.500 mil toneladas e capacidade para 3.780 hóspedes. Quem viajou no Concordia experimentou momentos de divertir e relax em várias áreas do transatlântico, como no Samsara Spa, que tinha uma área para prática esportiva e para o bem-estar, articulada sobre duas pontes, compreendendo um total de aproximadamente 2m² e uma piscina ao centro.

Divulgação
Quarto de casal do Costa Concordia - Divulgação
Divulgação
Salão nobre do Costa Concordia - Divulgação
Divulgação
Sala de jogos do Costa Concordia - Divulgação
Divulgação
Bar do Costa Concordia - Divulgação
Divulgação
Sala de estar do Costa Concordia - Divulgação
Divulgação
Detalhe para a pintura no teto do Costa Concordia. A companhia investia nas pinturas diferentes - Divulgação

Dentro do navio, chamavam também a atenção as suítes com acesso direto à área termal e as quatro piscinas (duas com tetos de vidro retráteis). O viajante também tinha à escolha 13 bares e mais de 500 cabines com varanda. Eis outra singularidade do Costa Concordia: as 55 cabines e 12 suítes com acesso ao spa – todas dotadas de televisores de última geração.

O bar sport, o cinema ao ar livre, a pista poliesportiva, um circuito exterior de jogging de 170 m eram atrações que se somavam ao teatro de três andares, cassino, discoteca, biblioteca e acesso à internet. O Concordia também se distinguia pelo simulador de Fórmula 1.

Em outubro de 2008, quando a companhia divulgou o navio para a imprensa, o então CEO do Grupo Costa, Pier Luigi Foschi, apresentou o transatlântico como um símbolo da qualidade e do estilo italiano, considerando a construção, a decoração e a gastronomia. “O Concordia contribui decisivamente para a liderança da armadora no mercado de cruzeiros marítimos na Europa e na América do Sul”, disse Pier Luigi Foschi na época.

Ao circular pelo navio, os passageiros usufruíam os ambientes, construídos com inspiração em produtos e serviços hi-tech. A coleção de arte a bordo reunia os esforços de 35 artistas, instrutores e jovens estudantes de escolas de belas artes de inúmeras cidades europeias.

Além disso, o transatlântico contava com cinco restaurantes, incluindo um à la carte, o Club Concordia, localizado no ponto mais alto do navio, e outro, o Samsara. Como se tudo isso não bastasse, a embarcação possuía uma estrutura para realização de eventos corporativos de pequeno, médio e grande portes. Área de recreação infantil também era mais uma atração.

Como em todo transatlântico, a noite era embalada por espetáculos, musicais e performances de artistas. Todos se apresentavam no Athens Theatre, de três níveis e 1.287 lugares.

Lamentavelmente, o acidente no último dia 13 jogou fora toda a pompa que foi responsável por levar uma leva imensa de diversão e serviços de bem-estar a milhares de viajantes em todo o mundo.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias