TECNOLOGIA

Meninos do Etepam representarão o Brasil em feira da Intel

Time Life Up irá para o Intel International Science Engineering Fair em maio de 2013

Jacques Waller
Jacques Waller
Publicado em 01/11/2012 às 16:09
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Um software que ajuda no tratamento de crianças diagnosticadas com autismo levará a equipe pernambucana Life Up a representar o Brasil na Intel International Science and Engineering Fair 2013 (Isef), um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, que acontecerá no Estado do Arizona, nos Estados Unidos em maio.

O convite veio com a vitória na categoria Ciência da Computação na Mostratec, competição internacional de trabalhos técnicos organizada pela Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Novo Hamburgo (RS). Com a conquista, os pernambucanos, que são vinculados ao Centro de Inovação Microsoft da Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (MIC-Etepam), ficaram entre os nove times classificados para a feira da Intel. 

O projeto vencedor é o software Can game, voltado para o tratamento de crianças autistas baseado na dissertação de mestrado do professor e orientador do grupo, Eraldo Guerra. “Como minha disciplina é de empreendedorismo, ao final do semestre os alunos devem realizar um projeto. Essa equipe se interessou pelo meu mestrado e unimos esforços para desenvolvê-lo”, lembra o professor. O Can Game é um software multidisciplinar voltado para a área de saúde com foco no tratamento do autismo, baseando-se nos eixos estruturantes do tratamento (PEC’s, ABA, TEACCH) de forma integrada e virtual. 

O programa utiliza um aplicativo para smartphone e o sensor de movimentos do videogame Xbox 360, o Kinect, como ferramentas no tratamento. “As atividades de estímulo do paciente são feitas no computador e o app serve para avisar aos pais da criança se ela faz ou não os exercícios. O feedback é feito através de mensagens de texto e ao fim do dia os resultados são enviados por SMS ao médico, que pode acompanhar a evolução do paciente ou redirecionar o tratamento”, explica Guerra.

Já o Kinect preenche uma necessidade do tratamento de pessoas com autismo. “Uma das características dos pacientes é a rejeição ao toque físico. Com o sensor de movimento eles podem realizar as atividades sem pegar num controle ou tocar na tela. Além disso, as câmeras do Kinect permitem ao médico mapear todos os movimentos da criança”, completa o professor.

A Life Up é formada pelos estudantes Rodolfo Soares, Allan Ramos, Luiz Nogueira Neto e Thiago Lins. Os dois primeiros são universitários e ex-alunos do MIC-Etepam. Já Luiz e Thiago estudam no segundo ano da instituição nas áreas de desenvolvimento de software e design.

 

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