Segurança

Criptografia para proteger os dados

Em tempos que até a presidente busca meios de comunicação seguros, aprender a criptografar pode ser um método de evitar os invasores

Gabriela Viana
Gabriela Viana
Publicado em 16/10/2013 às 12:45
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Com o Caso Snowden, que desencadeou a Conferência Mundial sobre Governança da Internet, prevista para acontecer em abril de 2014 no Rio, a segurança de dados na web ganhou ainda mais enfoque planeta afora. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff ordenou a criação de um sistema nacional de e-mail criptografado para evitar que autoridades do País se tornem, de novo, alvo de espionagem. Os testes devem começar ainda este mês. Já o serviço de e-mail seguro para a população ainda está em estudo. 

Mas não é preciso esperar pelo governo para usar criptografia em qualquer tipo de informação virtual. Existem programas acessíveis a todo tipo de internauta. Até o sistema operacional Windows, por exemplo, disponibiliza um criptografador de pastas. Mas essa ainda não é uma opção tão segura.

Quem deseja uma maior proteção pode baixar o TrueCrypt, aplicativo de código aberto que cria volumes criptografados que podem ser montados como unidades virtuais. Além de o app encriptar automaticamente em tempo real, ainda possibilita dois níveis de proteção. Caso o usuário seja obrigado a revelar a senha, há uma segunda proteção na qual o acesso aos dados estará preservado.

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criptografia

O professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ruy Queiroz, especialista no assunto, explica que o recurso sozinho não garante total segurança. O segredo mesmo está na escolha da senha. “Escrever em algum lugar, ter o mesmo código para todas as coisas ou ainda fazer combinações fracas. Tudo isso influencia para fragilizar a defesa do usuário. Se você quer se proteger, crie uma senha forte”, aconselha. 

O ideal é que a senha tenha pelo menos oito posições de letras e números combinados, sendo pelo menos uma letra maiúscula e uma minúscula, além de ter um número e um caractere especial. 

O estudante de arquitetura Marcelo Falcone, 23 anos, compartilha o computador com a família e, ainda assim, não usa uma proteção tão eficiente quando criptografa arquivos. “Sempre coloco a mesma senha e, admito, não faço uma combinação extraordinária. Assim nunca esqueço. Prefiro correr o risco de alguém ver meus dados a esquecer a senha e ter que perder tudo”, esclarece o jovem.

Já o estudante de ciência da computação Túlio Siqueira, 20, não se arrisca. Sempre aciona a função do seu Mac que criptografa tudo do HD. “Mexer nesse serviço é muito fácil. E mesmo que alguém roube o computador e coloque o HD em outra máquina não vai conseguir ter acesso aos meus dados. Só conseguiria com a senha”, revela Siqueira. 

E em caso de lapsos de memória e perdas de senha, ele alerta: “Não tem mais jeito. Nem empresas especializadas teriam como recuperar meus arquivos. Todo cuidado é pouco com os códigos de segurança”. E esse conselho de Siqueira deve se estender a tudo na vida.

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