TEST-DRIVE

Conhecendo o Logan automatizado

Reportagem do JC testou a versão automatizada do sedã da Renault

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 15/03/2015 às 11:06
Edmar Melo/ JC Imagem
Reportagem do JC testou a versão automatizada do sedã da Renault - FOTO: Edmar Melo/ JC Imagem
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No mundo automotivo, a grande quantidade de opções de carro, somada à melhoria da qualidade de vida das pessoas, tem deixado o consumidor cada vez mais exigente. Foi pensando nessa fatia do bolo que a Renault correu para lançar o câmbio automatizado no novo Logan. O sedã de entrada da montadora francesa, que já tinha recebido por uma completa reformulação no visual e passou a atrair olhares curiosos por onde roda, agora tem a opção para quem não faz questão de passar marcha o tempo todo.

A grande jogada da Renault é simples, mas muito eficiente: se a quantidade de engarrafamentos cresce e tira o sono de boa parte dos motoristas, por que não facilitar as coisas e propor ao condutor a lei do menor esforço? É justamente isso que o câmbio automatizado faz. Nada de usar o pé esquerdo. Este vira um mero espectador. Deixe-o repousar tranquilo. Apenas o pé direito vai trabalhar.

Vale lembrar que câmbio automatizado é diferente de câmbio automático. Explica-se: o automatizado é uma adaptação do câmbio manual. O sistema é mais barato porque utiliza um processador na caixa de marchas convencional que faz a troca de acordo com a aceleração. É como se alguém trocasse as marchas para o motorista. Uma característica desse tipo de câmbio é um certo atraso entre acelerar e sentir que a marcha foi engatada. Isso significa que você sente pequenos solavancos na troca, fato que não acontece em veículos automáticos onde o câmbio funciona em perfeita sintonia com o motor. Mas pra quem usa o carro na "maciota" e quer ter menos trabalho ao dirigir, o automatizado vale a pena. E muito. 

Porém, alguns cuidados devem ser observados. Na hora de fazer uma ultrapassagem, por exemplo, o carro demora um pouco a responder quando solicitado. Nesse caso, na hora de fazer uma ultrapassagem mais ousada (o que não é recomendado), é bom ficar atento, porque a resposta acelerador/desempenho pode demorar mais que o esperado.

Mas o novo câmbio do Logan automatizado também permite que o motorista que sentir saudades de passar marcha seja contemplado. Para isso, basta colocar no modo sequencial e ficar mexendo a alavanca para baixo (se quiser aumentar as marchas) ou para cima (para diminuir). Tudo sem colocar o pé na embreagem. O restante do Logan continua o mesmo que o consumidor já conhece: oferta de motores 1.0 e 1.6, porta-malas com capacidade para 510 litros e boa oferta de equipamentos como vidro elétrico nas quatro portas e computador de bordo. É referência entre pequenos sedãs que têm como apelo o custo-benefício.

CONSUMO

A vantagem de quem não quer se preocupar com marcha e nem se cansar em um longo engarrafamento é grande. Mas o carro automatizado consome mais combustível. A versão testada pela reportagem do JC, com motor 1.6, fez, com gasolina, 7,3 quilômetros por litro na cidade, de acordo com o computador de bordo. Cabe ao consumidor decidir se está disposto a ter um carro que consome um pouco mais e custa um tanto mais caro (a versão automatizada sai a partir de R$ 49.740) e ter mais conforto ou se prefere passar marcha o tempo todo e ter um carro mais econômico.


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