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Honda Fit agrada pelo espaço interno e desempenho

Um dos modelos mais bem aceitos da Honda tem preços entre R$ 56.200 (versão DX) e R$ 75.700 (EXL)

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 30/04/2016 às 7:54
Divulgação
Um dos modelos mais bem aceitos da Honda tem preços entre R$ 56.200 (versão DX) e R$ 75.700 (EXL) - Divulgação
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Quando se fala em carros da Honda, logo vem à cabeça o Civic e o HR-V. Mas há um outro modelo da marca japonesa que tem uma legião de fãs. São mulheres que gostam de carro charmoso, jovens que precisam levar muita tralha e qualquer um que não dispense um desempenho mais ágil.

Ele não é sedã, nem SUV e, muito menos, um hatch. É o monovolume Fit. Como assim? Realmente esse tipo de carroceria não é muito comum no Brasil. Seu concorrente direto é o Chevrolet Spin. Os monovolumes são as versões modernas das antigas peruas e têm no grande espaço interno seu maior apelo. E o Fit é exatamente assim, bem maior do que aparenta. Ele é vendido em quatro versões. Os preços vão de R$ 56.200 (DX) a R$ 75.700 (EXL). O câmbio automático do tipo CVT está disponível em todas versões, mas vem de série nas mais caras (EX e EXL). O motor do Fit é sempre o mesmo, independente da configuração: 1.5 flex de 116 cavalos.

Experimentamos o Fit EXL top de linha com câmbio automático. Esse modelo tem a mais que a versão anterior, EX, apenas a forração de couro nos bancos e um par de airbags laterais. A remodelada que a Honda deu ao Fit em 2014 fez bem ao carro. Os vincos fortes na lateral não vão ficar velhos nem tão cedo. A dianteira do Fit tem a estampa da marca, passando ao mesmo tempo requinte e robustez. E na traseira, as lanternas que “sobem” acompanhando o vidro traseiro dão personalidade. Não há como confundir o Fit com outro carro.

Mesmo em se tratando da versão luxo, o acabamento não é muito empolgante. O plástico duro está em todos os cantos e não há muita eletrônica aparente. Mas o jogo muda quando o motorista assume o volante. Os bancos são muito confortáveis e envolventes, como num esportivo. É fácil encontrar a melhor posição de dirigir porque o banco tem regulagem de altura e o volante pode ser ajustado também na profundidade. O motor de 116 cavalos fez um belo casamento com o câmbio CVT. O carro acelera com pinta de esportivo. Segundo a Honda, o consumo também melhorou em 17% com a adoção do novo câmbio automático. As médias com gasolina foram de 10 km/litro na cidade e 13 km/litro na estrada, segundo o computador de bordo.

Apesar do ritmo esperto, o Fit é sobretudo um carro familiar. E nesse quesito ele também agrada. Há muito espaço e compartimentos para guardar copos e trecos pelo interior. O banco traseiro pode ser completamente rebatido e fica bem plano. Dá pra levar duas bicicletas, retirando as rodas dianteiras. Se for preciso levar uma carga mais comprida, como uma prancha de surfe, por exemplo, não é preciso apelar para um rack de teto. Basta reclinar o banco dianteiro do passageiro todo para trás que ele deita completamente. Uma solução de aproveitamento de espaço que já foi utilizada pelo antigo Renault Twingo, carro que, dizem, inspirou a Honda a criar o Fit.

Com os bancos na posição normal o porta-malas do Fit acomoda 363 litros de bagagem. Nada mal. O Fit já foi o modelo mais vendido da Honda no Brasil. Além de bonito, prático e ágil, ele tem outro ponto de destaque que cativa os compradores. É muito procurado no mercado de seminovos e, por isso, desvaloriza pouco.

 

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