AUTOMÓVEL

Volkswagen faz 'recall' de 281 mil veículos com defeito

Apesar de o número ser bem menor que os 11 milhões de carros convocados para correção por causa do dieselgate, as notícias de mais problemas vieram em má hora

AFP
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Publicado em 29/08/2017 às 16:15
Foto: Comunicação Volkswagen Brasil/Fotos Públicas
Apesar de o número ser bem menor que os 11 milhões de carros convocados para correção por causa do dieselgate, as notícias de mais problemas vieram em má hora - FOTO: Foto: Comunicação Volkswagen Brasil/Fotos Públicas
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O braço americano da fabricante alemã Volkswagen anunciou, nesta terça-feira (29), o "recall" de 281 mil veículos para corrigir um defeito na bomba de combustível - um novo golpe à já abalada imagem da empresa. 

Apesar de o número ser bem menor que os 11 milhões de carros convocados para correção por causa do "dieselgate" - esquema de manipulação de emissões de gases poluentes, que incluiu 600 mil veículos nos Estados Unidos - as notícias de mais problemas vieram em má hora, quando a companhia tenta recuperar sua imagem com os consumidores. 

A empresa informou autoridades reguladoras americanas que vai fazer o "recall" de sedãs de luxo CC 2009-2016, do Passat e do Passat Wagons 2006-2010, por causa de problemas na bomba de combustível. 

"A interrupção de energia elétrica para o módulo de controle da bomba de combustível pode levar a bomba a falhas. Se ela falhar, o motor vai parar, aumentando o risco de acidentes", disse a empresa em uma carta da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA).

Sem acidentes

Um porta-voz da Volkswagen disse à AFP que "não houve feridos ou acidentes de nosso conhecimento" em decorrência das engrenagens defeituosas. A empresa não tem uma estimativa do custo necessário para a reposição.

A companhia afirmou que não vai cobrar para fazer a substituição. Contudo, as novas peças - de um fornecedor diferente das originais - estão "atualmente indisponíveis". 

A fabricante parece ter descoberto o defeito após uma investigação de autoridades chinesas iniciadas em 2016 ter levado a um "recall" no país asiático no começo desse mês. 

A Volkswagen ainda está se recuperando após ter admitido, em 2015, que equipou seus veículos a diesel com um software para trapacear os testes de emissões de poluentes. 

Os veículos eram vendidos como "limpos", mas, na verdade, emitiam até 30 vezes mais óxido de nitrogênio que o permitido no ambiente, durante uma condução normal.

A empresa confessou sua culpa no "dieselgate" em março e concordou em pagar 4,3 bilhões de dólares em penalidades - além de acordos civis de 17,5 bilhões. 

A Volkswagen ainda enfrenta uma série de desafios legais na Alemanha e ao redor do mundo e já gastou cerca de 24,4 bilhões de dólares para cobrir os gastos com o "dieselgate". 

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