MANUTENÇÃO

A bateria do carro pode lhe deixar na mão

O transtorno de ficar na rua com a bateria do carro arriada pode ser evitado

Editoria de Veículos
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Publicado em 31/08/2017 às 8:23
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O transtorno de ficar na rua com a bateria do carro arriada pode ser evitado - FOTO: Divulgação
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Você para o carro num estacionamento e, na hora que precisa sair, vira a chave e o veículo não dá a partida. O motor não quer pegar. Possivelmente o motorista ficará na mão, mas não precisa entrar em desespero porque o problema não é dos mais graves. É bem provável que o defeito esteja na bateria, que ela tenha chegado ao fim. Com os automóveis cada vez mais recheados de acessórios, a vida útil das baterias passou a ser menor.

“As baterias evoluíram bastante nos últimos anos, mas os automóveis modernos têm cada mais vez mais dispositivos que consomem energia mesmo com o motor desligado”, explica Alexandre Costa, consultor automotivo. Segundo ele, apesar de o equipamento pegar muita gente de surpresa e deixar muitos donos de carros na mão, é importante dizer que ele dá avisos antes de sucumbir. Quem ficar atento a esses alertas pode escapar desse inconveniente. Os sinais são discretos. O consultor conta que o primeiro sintoma para o motorista perceber a alteração é ao virar a chave da ignição. Quando tá ruim, o motor de partida sofre mais para acionar, como se estivesse mais pesado. Um outro sintoma é a iluminação interna do painel apresentar variação e ficar mais fraca.

BATERIA

Antes, a bateria alimentava praticamente apenas o rádio e faróis; hoje são sistemas eletrônicos mais complexos que operam mesmo com o veículo desligado, a exemplo do alarme e do computador de bordo. Mas, a melhor solução para deixar a bateria em dia é rodar sempre com o veículo, pois o maior problema é justamente quando o automóvel fica parado por muito tempo, completa Alexandre Costa. Pensando assim ele lembra a quem pretende viajar e passar muito tempo fora com o automóvel na garagem que é interessante deixar a chave com alguém para que ela fique ligando o carro ou possa dar uma volta no veículo.

Se for passar muito tempo em viagem, cerca de 30 dias, o melhor é desligar os cabos da bateria. Aí você elimina o risco de a bateria acabar, mas, por outro lado, quando o cabo é desligado alguns equipamentos eletrônicos do veículo podem ser desprogramados, como o som ou a central multimídia e, neste caso, pode haver necessidade de “resetar” o sistema que, em alguns caos, pede até um código numérico. Gustavo Cabral, do centro automotivo Big Car, diz que os preços de uma bateria nova variam de R$ 350 a R$ 550, dependendo do modelo. Ele lembra que o tempo de vida útil vai depender do uso do veículo, mas geralmente é de dois anos ou até uns 30 mil quilômetros sem surpresas.

Ele ressalta que as baterias modernas não precisam de manutenção, como no passado. O empresário diz ainda que ideal é o consumidor optar por baterias de marcas consagradas. Quando se tem um modelo de baixa qualidade ela costuma apresentar variação de tensão durante o funcionamento do veículo. Isso faz com que as centrais percam a referência e podem contribuir para o mau funcionamento do veículo e de componentes como a central eletrônica do câmbio automático , a direção elétrica e dos freios ABS.

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