Opinião

Tragédias e perguntas

Leitor filosofa sobre o drama pessoal e as grandes tragédias presentes no noticiário

Maria Luiza Borges
Maria Luiza Borges
Publicado em 04/08/2011 às 21:14
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Recentemente deparei-me com diversos acontecimentos trágicos divulgados pela mídia, tanto televisiva como escrita, e fiquei a meditar o quanto é difícil conviver com tantas tragédias diárias. Também veio à tona uma pergunta que até o presente momento não me sinto autossuficiente para responder. A pergunta é a seguinte: Qual a dor maior, a da perda de um ente querido ou várias desgraças acontecendo minuto a minuto?

Claro que a princípio vem em nossas mentes que a dor da perda de um parente próximo não se compara a dor vivenciada por outrem. Mas, o mais intrigante é exatamente a forma pela qual a mídia aborda esses fatos, pois fazem tanto sensacionalismo que nos envolvem como se fôssemos o próprio envolvido das tragédias. Também não adianta tentar fugir destes acontecimentos se a cada esquina assistimos fatos desoladores que nos trazem várias outras recordações ruins.

Onde na realidade devemos nos resguardar destes fatos horripilantes? Quando na verdade estaremos isentos de acontecimentos fatais que nos abalam emocionalmente? Será que existe solução para estes inescrupulosos e inconsequentes da violência? Será que o ministério público poderá nos poupar de alguns incômodos desta natureza? Positivamente falando, qual das respostas acima soaria melhor em nossos ouvidos? Eis a questão.

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