Leia a Pinga-Fogo em nova versão:

Giovanni Sandes
Giovanni Sandes
Publicado em 27/07/2012 às 7:57
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Às diferenças, entãoPT e PSB, juntos no comando do Recife e do Estado e separados na disputa eleitoral, parecem estar entendendo que se ?por bem? não cumprirem com a obrigação de apresentarem as diferenças que os levaram a montar palanques opostos, ?por mal? terão que demarcar seus espaços com a transparência necessária para que o eleitor escolha um e rejeite o outro, caso a disputa chegue ao frente a frente entre ambos. Por conta do projeto nacional, em que os dois ainda entendem importante manterem-se aliados, PT e PSB têm se amparado em retóricas para tentarem explicar dois palanques. Mas à proporção que a disputa avança, e quando a campanha eletrônica começar, aí é que o embate ficará evidente, quem quer mesmo ganhar o jogo terá de mostrar que sabe fazer melhor do que o outro.No embate sobre saúde e mobilidade, temas que dominaram o início da campanha oficial, já ficou inevitável para PT e PSB não arcar com o ônus da separação na disputa do Recife. Na saúde, Geraldo Julio (PSB) colocou Humberto Costa (PT) na posição de quem joga contra ?a ampliação da rede como foi contra os hospitais construídos pelo governo?. O petista revidou. E diante do embaraçoso recuo de Eduardo Campos na construção dos viadutos da Agamenon, quando o polêmico projeto deu sinais de problemas à vista para seu candidato, Humberto marcou posição contrária e tirou do baú a alternativa que deixou pronta, quando era secretário de Eduardo, que em nada se encontra com os elevados (leia na pág. 3). Por ora, apenas discordâncias. Mas sem dúvida um chamamento ao PT para que traduza melhor ?a mudança que segue em frente?, e ao PSB para que sinalize concretamente com ?um novo prefeito para um novo Recife?. Com as suas devidas diferenças. Os pilares da chapa petistaO candidato a prefeito do Recife, Humberto Costa (PT), definiu ontem a marca e o slogan da campanha (foto). ?Força e Experiência? ressaltam, segundo a assessoria da campanha, atributos dos integrantes da chapa. E no embalo do slogan ?A mudança segue em frente?, o PT busca ir na linha de um ?novo Recife? (coincidência?) sem negar a continuidade de seus governos. Direção nacionalTodas as vezes que o candidato Humberto Costa troca umas e outras com a executiva nacional do PT, em São Paulo, volta com um tom a mais no embate com o PSB. Agora é a polêmica dos elevados. Leia na página 3. É Lá e LôNão podia ser diferente: com a estratégia de oferecer à capital aquele que?quase? governou o Estado, o plano de segurança do candidato Geraldo Julio (PSB) tinha de se chamar ?Pacto pela Vida do Recife?. Lança hoje às 15h. Isentar Jarbas...Os jarbistas tentam de todo jeito tirar dos ombros do senador Jarbas Vasconcelos a responsabilidade pela antecipação da aliança com o PSB de Eduardo Campos. Restringem a ?culpa? ao ?andar de baixo?: Raul Henry....só pioraDe fato, o deputado Raul Henry atuou para selar a aliança Jarbas-Eduardo antes de 2014. Mas o senador assinou embaixo, do contrário ela não ocorreria. Mesmo ciente de que, agora, em plena eleição, essa união ?confundiria? ainda mais o eleitor. A César o que é de César, lembra EduardoEduardo Campos fez questão de frisar: ?O projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe é do nosso grande amigo Joaquim Francisco?. Super-Geraldo...Os partidários da campanha do candidato a prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), andam se excedendo ao exaltar a ?competência? do socialista. Resolveram destacar até dotes dispensáveis a quem postula o cargo de prefeito....com super-donsOs mais novos dons são: fazer o chefe-de-gabinete de Eduardo, Renato Thiebaut, sorrir, fazer seu coordenador político de campanha, Sileno Guedes, atender telefone, e levar o ex-vereador Fred Oliveira a parar de beber. Com a palavra, o leitor?É reprovável a conveniência política?É reprovável a conveniência na política. O Governo apresentou o projeto dos elevados na Agamenon Magalhães como a solução para o trânsito do Recife num simples ?enter?. Fala em olvidá-lo porque não atende os anseios da campanha do seu assecla.Ricardo Lopes Correia Guedes, advogado

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