Um risco ainda maior

Giovanni Sandes
Giovanni Sandes
Publicado em 04/10/2012 às 8:36
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Faltando três dias para a eleição, o prefeiturável do PT, Humberto Costa, parece que não está conseguindo fazer o dever de casa: agregar voto nem dentro nem fora do PT para provocar um segundo turno e, consequentemente, tentar se inserir nele. Isso porque ao declarar publicamente o seu rompimento com João da Costa, abordado mais uma vez no último guia majoritário de ontem, o senador não tem mais tempo para conquistar o eleitor que reprova a atual gestão, mas simpatiza com o PT. Humberto partiu para a oposição a João da Costa tarde demais. Internamente, Humberto afasta cada vez mais o militante que é João da Costa, mas que, por uma questão partidária, pode votar nele. Essa lavagem de roupa suja não está agradando. E o imbróglio cresce a cada dia porque o prefeito não tem deixado por menos, critica Humberto em todos os lugares, aprofundando as diferenças que existem entre eles. Em função deste quadro, os petistas já deixaram em segundo plano o debate em torno da disputa pela PCR. O que tem dominado as conversas agora é a recomposição do próprio PT. O partido sempre esteve dividido por tendências, mas nunca o embate tinha chegado a esse nível, nem quando a briga envolvia o próprio Humberto e o seu atual candidato a vice, o ex-prefeito João Paulo. Agora, é juntar as forças para que o PT, ligado a Eduardo Campos, não ocupe o espaço que está sendo aberto pela disputa entre João da Costa, João Paulo e Humberto. O PT corre o risco de sair ainda menor desta campanha política.

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