A caixa-preta do Legislativo

Giovanni Sandes
Giovanni Sandes
Publicado em 03/03/2013 às 10:00
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A Câmara dos Deputados aprovou, mesmo a contragosto, a redução do número de salários extras de oito para dois por legislatura, a Assembleia Legislativa vota esta semana um projeto neste sentido. A mesa diretora tinha debatido o tema na semana passada. Agora, resta ouvir o plenário. Isso não representa, porém, o fim do chamado auxílio-paletó.Os deputados estaduais bem que poderiam aproveitar essa discussão e promover uma ação que contribuiria para limitar outro benefício: o do apadrinhamento. E isso só ocorrerá com a realização de um novo concurso público. O último foi promovido em 1998, único desde que a Constituição de 1988 entrou em vigor. Ela adotou a regra do concurso como a alternativa de entrada no serviço público por meio do princípio da impessoalidade.A  maioria dos servidores da Assembleia é contratada por meio de indicação política. Não que os deputados não possam nomear os seus afilhados, mas o número de apadrinhados é muito superior ao de concursados. Segundo o sindicato dos servidores, são 180 os concursados. Isso sem falar nos prestadores de serviço.O assunto é tão delicado que o Legislativo estadual não revela oficialmente o seu quadro de pessoal. Não está disponível no site para qualquer cidadão consultar. No DO, divulgou-se as estruturas das bancadas e tivemos uma ideia. Os líderes do governo e da oposição têm direito a 40 pessoas cada um. Os vices-líderes, 37. Os líderes dos partidos, até 37. Sem falar nos 49 gabinetes, nas 16 comissões e em outros departamentos. É uma caixa-preta.

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