Por uma postura mais clara

Publicado em 19/10/2013 às 10:24
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A correlação de força entre as bancadas do governo e da oposição mudou na Assembleia Legislativa. A turma dos eduardistas não está tão hegemônica desde que o PTB e o PT tomaram uma posição que eles estão chamando de independentes. Por que não se assumem como oposição? Certamente, por estarem ainda com um pé lá e outro cá. O PTB deixou os cargos do governo, mas mantém uma relação de vínculo com o Palácio em função dos prefeitos. Eles temem ser tratados a pão e água se forem tachados de oposição. O PT passa por situação semelhante por motivo diferente. Ainda há muito petista espalhado pela máquina, apegado ao cargo. Talvez isso mude a partir da próxima semana, após a reunião do diretório estadual amanhã, na qual o tema será tratado. A turma do queijo do reino pode ser obrigada a desembarcar ou deixar a legenda. O termo independente também é utilizado para dizer nas internas que o PTB e o PT da Assembleia não estão mais tão submissos ao Palácio como antes. Haja vista que o Legislativo hoje tem sido tratado quase como um Poder auxiliar  do Executivo, tamanha a influência do governo nas decisões do Parlamento. O cidadão, porém, não espera isso dos deputados. Quando vota, elege um representante para fiscalizar o Executivo e fazer leis. Não quer ninguém que viva dizendo sim ou que seja do contra pelo contra. O contraditório deveria ser um exercício natural, feito até pela própria base.

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