Cobra de duas cabeças

Giovanni Sandes
Giovanni Sandes
Publicado em 26/06/2014 às 16:09
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É óbvio que há um desencontro. Apesar dos abraços para fotos e imagens e das trocas de palavras elogiosas, os governos João Lyra Neto e Eduardo Campos (PSB) estão em choque. Primeiro, o conflito de posições gerado na greve da PMPE; depois a ordem do atual governador de venda dos ingressos da Copa adquiridos pelo governo do antecessor; em seguida, a violenta reintegração de posse do Cais José Estelita, do qual se isentou de qualquer responsabilidade pelo formato o ex-governador; e, agora, críticas dentro da Secretária da Fazenda (vide nota abaixo) ao atual secretário, Décio Padilha ex-secretário de Administração de Eduardo , ao qual é atribuído o cancelamento de concurso público decidido na gestão sucedida.Isso sem se considerar que, nesses quase três meses de gestão, a única participação política na pré-campanha do nome escolhido por Eduardo para sucedê-lo, o ex-secretário da Fazenda, Paulo Câmara, foi exatamente a convenção da Frente Popular que homologou a candidatura. Quando João Lyra disse, ao assumir, que a prioridade seria cuidar de Pernambuco e nisto está correto , até para deixar uma marca exclusiva, um legado do seu nome, parece que nas entrelinhas quis dizer muito mais. Falou que, para cumprir o compromisso com Pernambuco e, ao mesmo tempo, deixar a assinatura de sua passagem (e é um direito que tem), se preciso fosse confrontaria e desfaria o que discordasse. Os episódios deixam claro que, para o atual governador, continuidade não é continuísmo. Porém, ao impor marca nova à gestão, tem que explicar as decisões. É o caso agora da Secretaria da Fazenda.

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