Tem que combinar com o povo

Publicado em 11/10/2014 às 8:30
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O PSB de Pernambuco promove atos públicos, hoje, para mostrar que, neste segundo turno, está engajado na campanha de Aécio Neves. Os principais atos são uma reunião no Recife e um comício em Sirinhaém, na Mata Sul. Para exibir musculatura política, pretende mobilizar o maior número possível de militantes, parlamentares, prefeitos e líderes comunitários. Isso lembra aquela velha máxima da mulher de César, não basta ser, o PSB tem que parecer que agora é mesmo Aécio. Até para sufocar os focos de resistência de socialistas que, nos bastidores, discordam da virada à direita da sigla e apoiam as críticas do presidente nacional interino, Roberto Amaral. Sem citar nomes, o histórico socialista acusa o PSB de Pernambuco de praticar a velha política do coronelismo por transformar o partido em uma espécie de espólio dos herdeiros políticos do ex-governador Eduardo Campos. Ao levar a legenda para o lado do PSDB, em vez de optar por uma neutralidade, esse grupo, para Amaral, abriu um novo capítulo na história do PSB. Independentemente da crítica, é fato que o PSB estadual saiu-se vitorioso da disputa interna e, para exibir sua hegemonia, pretende dar uma vitória a Aécio no Estado. No primeiro turno, o tucano obteve apenas 5,92%. Nesse sentido, o primeiro passo será dado hoje, quando os líderes locais levam Aécio ao interior para que ele comece a tomar um banho de Pernambuco. Afinal, não basta querer catapultar Aécio. É preciso combinar antes com o povo.

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