O papel de FBC no PSB

Publicado em 15/10/2014 às 8:29
Leitura:
Fernando Bezerra Coelho é um político que não sabe ficar na sombra de ninguém. Sempre procurou exercer um papel protagonista. Este foi o principal motivo de ter sido preterido na escolha do candidato do PSB que disputaria a Prefeitura do Recife em 2012. A vaga foi ocupada por Geraldo Julio, que se elegeu e derrotou o PT. Na época, FBC foi criticado por transferir o domicílio eleitoral de Petrolina (cidade governada por ele três vezes) para o Recife. Agora, FBC saiu mais forte das urnas. Elegeu-se senador com 64,34% dos votos válidos e conseguiu as vitórias dos filhos Fernando, reeleito para a Câmara dos Deputados, e Miguel, que vai estrear na Assembleia Legislativa. Apoiado nesse retrospecto, ele tem se articulado no PSB nacional e ocupado espaços para não ficar à sombra de Paulo Câmara e Geraldo Julio, técnicos que se transformaram em políticos pelas mãos do ex-governador Eduardo Campos. Com mais jogo de cintura do que o governador eleito e o prefeito do Recife, FBC tem se destacado no PSB. No nacional, fez a mediação entre os dirigentes de outros Estados e os técnicos-políticos daqui, uma vez que já era da executiva. No âmbito local, como senador, poderá ser o principal interlocutor entre a União e os governos do Estado e do Recife. Se Dilma Rousseff se reeleger, esse papel crescerá mais ainda. Como tem poupado criticar a presidente, até por ter sido seu ministro, pode ser o porta-voz de Paulo em Brasília. É craque.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias