O prato cheio do Palácio do governo

Publicado em 13/02/2015 às 7:44
Leitura:
Comentário desta sexta (13) Entre um medalhão de lagosta e um bacalhau a Gomes de Sá, chega uma hora que é bom parar de falar do indigesto gasto com a Arena da Copa. Ou mesmo dessa especulação inusitada sobre uma possível chapa com a viúva Renata Campos na vice de Lula. Uma semana após anunciar um corte de R$ 320 milhões nos gastos públicos do Estado e dois dias após evitar uma greve da PM no Carnaval, a equipe de Paulo Câmara (PSB) foi tratar de um assunto bem mais leve: o novo buffet do gabinete do governador. É garantia de prato cheio. Serão várias opções. A maioria dos jantares e almoços virá precedida de um minicoquetel para abrir o apetite, com miniquiche de lagosta, salmão com cerejas, bolinhas de melão com parma e tortinhas de peru, entre inúmeros quitutes. E os pratos principais? Claro, parecem todos deliciosos. Vai uma salada de medalhões de lagostins? Um pato ao cravo canela? Uma refeição pode ser à francesa, inglesa ou americana, inclusive vale buffet oriental, com temakis diversos, sushis e o famoso saquê, bebida alcoólica tradicional no Japão, que no Palácio será quente ou gelada. É muita coisa. Tudo depende da combinação. O pacote é para 40 eventos, de refeições para 100 convidados a coquetéis especiais para 600 pessoas. Pelo lance principal, um ano de buffet sairá a R$ 1,075 milhão - lembrando que o contrato de 2011 foi esticado até hoje. Mas no novo ainda não há canetada. É que ninguém é de ferro. A folia já está aí. E a escolha será finalizada após o Carnaval.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias