A crise tirou o dinheiro que bancava a gordura do governo de Pernambuco

Publicado em 10/09/2015 às 6:45
Paulo Câmara em reunião com secretariado. Foto: Edmar Melo/ JC Imagem
FOTO: Paulo Câmara em reunião com secretariado. Foto: Edmar Melo/ JC Imagem
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Paulo Câmara em reunião com secretariado. Foto: Edmar Melo/ JC Imagem Paulo Câmara em reunião com secretariado. Foto: Edmar Melo/ JC Imagem   É verdade, a presidente Dilma Rousseff (PT) cometeu erros que afundaram as finanças públicas do País, Estados e municípios e precisa cortar gastos e programas, como o Minha Casa, Minha Vida. O que não exclui os problemas específicos de cada um, como Pernambuco, que engordou na gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Já se escreveu nesta coluna: Pernambuco vinha em um inchaço acima da receita nos últimos anos. Dados oficiais mostram no primeiro balanço financeiro da Era Eduardo a folha de pessoal comendo 42,17% das receitas estaduais. No primeiro balanço de Paulo Câmara (PSB) eram 47,23%, pelo inchaço e a forte queda nas receitas. Isso fez Paulo sair cortando Todos com a nota, Mãe coruja, reduzir os serviços de UPAs e hospitais com organizações sociais e demitir até o mês passado mais de 1.700 terceirizados. Sim, o PT tem dificuldades em lidar com as contradições e o caos da gestão Dilma. Mas acerta ao lembrar que, após romper, o PSB não gostava de atribuir ao ex-presidente Lula benefícios do crescimento e hoje, na crise, joga a conta só para Dilma. A crise é nacional. Só não é à toa que Paulo sofre mais que o prefeito Geraldo Julio (PSB), embora o Recife também exija acocho. É que o Estado ficou pesado. Não dá para chegar na audiência pública da Assembleia Legislativa hoje e falar que é tudo culpa do PAC travado. A crise levou o dinheiro que bancava a gordura do Estado.   Leia mais: DO PT AO PSB, CORTES NECESSÁRIOS E DESGASTANTES IMIP NÃO PAGA SALÁRIOS EM UPAS E HOSPITAIS E ABRE CRISE NAS OSS DE PERNAMBUCO O CUSTO DA FOLHA DE PAGAMENTOS NAS CONTAS DO ESTADO E O INCHAÇO COMO OPÇÃO POLÍTICA

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