Ministro da Defesa inicia agenda sobre Olimpíadas e responde a possíveis vaias a Temer

Publicado em 05/07/2016 às 7:04
Ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
FOTO: Ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
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Ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil Ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil   Eleito vereador do Recife em 2012, Raul Jungmann (PPS) foi à Câmara Federal em 2015, por ser suplente. Atuou no “G-8 do impeachment”, o grupo parlamentar que articulou a queda da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), e virou ministro da Defesa do interino Michel Temer (PMDB). No currículo parlamentar consta o tema segurança. Mas é diferente. Por isso ele “mergulhou” e evitou a imprensa, até se preparar para responder à cobrança que emerge forte: a segurança de um evento de classe mundial, as Olimpíadas do Rio de Janeiro.
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Em 2 de agosto, Jungmann já se muda para o Rio. Os jogos começam dia 5 de agosto. Antes, porém, no dia 24 de julho, o efetivo da Força Nacional será ativado - serão 22 mil homens e mulheres, não mais 18 mil, como previsto inicialmente. A Força seria a “segunda linha” de defesa, cuidando da infrastrutura de transportes e de comunicação, por exemplo. Na crise da segurança do Rio, contudo, a Força cuidará da segurança ostensiva, como da Linha Amarela. Há quatro dias a Avianca, em alerta interno, cogitou a fuga de um terrorista sírio para o Brasil. Fora a série de atentados em cidades como Paris e Bagdá, e as críticas do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB-RJ), à segurança do governo estadual, lá. O desafio é tranquilizar. Jungmann começa nesta terça (5) pelo Rio sua agenda de resposta pública. Vai ao governador em exercício, Francisco Dornelles (PMDB-RJ). Amanhã (6) terá uma coletiva de imprensa nacional, uma outra internacional. Dirá: é a primeira Olimpíada com Centro de Inteligência com gente de 90 países. E por aí vai. Curiosamente, Jungmann segue vereador licenciado, informa a Câmara do Recife. À frente de um tema de interesse mundial. "VAIA-SE ATÉ MINUTO DE SILÊNCIO" A baixa popularidade e rejeição alta de Temer, confirmada na pesquisa CNI/Ibope, antecipam o risco de vaias na abertura dos jogos. “Lula no auge, no Pan de 2007, foi vaiado. Dilma, na Copa 2014, também. Nelson Rodrigues escreveu: ‘no Maracanã vaia-se até minuto de silêncio’”, diz Raul Jungmann.
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Para o ministro da Defesa, Temer nas pesquisas aparece em situação similar a Itamar Franco no pós-impeachment de Collor: “Estaria preocupado se ele não tivesse maioria de dois terços do Congresso”. O governo é de transição, frisa. FORA DA CAMPANHA ELEITORAL O ministro não vai a atos de campanha nem pedir votos. Já não foi ao anúncio de apoio do PPS ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), de quem é aliado. É o peso da pasta e as instituições coligadas. Nem em programas do PPS ele quis aparecer.

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