PT do Recife quer abordar impeachment nas eleições 2016. Mas vai aliviar tom

Publicado em 05/08/2016 às 7:23
Evento de lançamento da campanha. Foto: Divulgação/PT
FOTO: Evento de lançamento da campanha. Foto: Divulgação/PT
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Evento de lançamento da campanha. Foto: Divulgação/PT Evento de lançamento da campanha. Foto: Divulgação/PT   Com o destino da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), já bem mais próximo de ser resolvido, o Partido dos Trabalhadores se prepara para mudar o tom. Afinal, ideologia é legal, porém não vence eleição. Do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a João Paulo, ex-prefeito e candidato no Recife, equipes petistas querem aborar o tema, mas não prejudicar o debate das eleições 2016, que é local.
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Bruno Ribeiro, presidente do PT de Pernambuco, reafirma que o partido vai defender Dilma e denunciar o “golpe”, ainda mais se for confirmada a não reversão de votos contra ela. Na próxima terça, dia 9, a Frente Brasil Popular terá atos no Brasil todo – no Recife, na Praça do Derby. Na data, como escrito na coluna Pinga-Fogo desta quinta (4), será votada a pronúncia do impeachment. Em tese é formalidade, mas ela deve selar politicamente o destino de Dilma, por antecipar o mapa da votação final, dia 25. Agora veja: as eleições 2016 começarão dia 16, o final do impeachment cai no fim de agosto e, daí, ainda serão mais 30 dias de campanha. Errar o tom do impeachment pode tirar votos valiosos para o PT. Segunda (8) o conselho político de João Paulo se reúne. Bruno diz ser inevitável abordar o impeachment na campanha, porém é preciso “calibrar” com as pautas municipais e urbanas.
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  SIGLA TEM 24 NOMES, 11 PRIORIDADES Reduzido em Pernambuco, o PT precisa lutar para manter oito prefeituras no Estado e emplacar as três candidaturas na área metropolitana: João Paulo no Recife, Teresa Leitão em Olinda e Odacy Amorim em Petrolina. Segundo Bruno Ribeiro (foto), são 24 candidaturas em Pernambuco, no total. NÚMEROS PESAM Uma fonte que integra a equipe de João Paulo afirma que pesquisas mostram uma divisão do eleitorado local a respeito do impeachment. O que balizaria a estratégia de aliviar na discussão e trazer mais os temas municipais. SÃO PAULO LONGE Em São Paulo, prioridade número um do PT, o partido quer distância do assunto impeachment, ainda mais depois que Dilma jogou para cima da sigla a culpa sobre o “eventual caixa 2” para pagar o marqueteiro João Santana.

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