Impeachment: o lento fim de um vácuo na Presidência da República

Publicado em 10/08/2016 às 7:40
Dilma desce uma rampa interna do Planalto. Foto: Orlando Brito
FOTO: Dilma desce uma rampa interna do Planalto. Foto: Orlando Brito
Leitura:
Dilma desce uma rampa interna do Planalto. Foto: Orlando Brito Dilma desce uma rampa interna do Planalto. Foto: Orlando Brito   Aos trancos e barrancos, Brasília parece estar chegando ao fim do vácuo de poder instalado na Presidência da República. É bem verdade, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), uma vez confirmado no cargo terá de conviver com a sombra da Lava Jato sobre o Planalto – e isso parece ainda mais claro após a delação de Marcelo Odebrecht sobre os R$ 10 milhões para o peemedebista. Mas isso em nada abalou o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT). Assim, o Planalto conta cada dia para que se dê o desfecho do impedimento, previsto para o fim deste mês.
Fotógrafo vai publicar livro com fotos dos melancólicos últimos dias de Dilma no Planalto Líder do PT no Senado defende nova eleição presidencial e diz que Dilma vai divulgar Carta à Nação
No primeiro ano do segundo mandato de Dilma, um misto de crise econômica e política fez de Brasília um cambalacho, ora com foco no gabinete da petista, ora sobre o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Nenhum dos dois segue na balança do poder. A crise segue em espasmos, embora menos conturbada.
Lula vai reunir bancadas do PT no Senado e Câmara após votação de pronúncia do impeachment Olimpíadas e impeachment tiram foco das eleições 2016
Sintomático foi que, na votação iniciada ontem, o PT criticou um “rolo compressor” do Planalto no impeachment. Essa expressão é sinônimo de haver poder, de um lado, contra um outro sem forças para fazer valer sua posição em plenário. E olhe que Temer nem é forte. Dilma foi que zerou. E no final a matemática mais elementar ensina: um número não precisa alto para ser maior que zero.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias