Após ataque cinematográfico de madrugada, o vácuo de Paulo Câmara

Publicado em 21/02/2017 às 14:16
Governador Paulo Câmara. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
FOTO: Governador Paulo Câmara. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Governador Paulo Câmara. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem Governador Paulo Câmara. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem   Atualização às 18:15 - o governador convocou uma coletiva de imprensa para as 19h Existe muita expectativa entre os cidadãos e até no meio político sobre qual será a postura do governador Paulo Câmara (PSB), tão logo desembarque em solo pernambucano, após o cinematográfico ataque criminoso a uma empresa de transporte de valores, na madrugada desta terça (21). É que Paulo Câmara, que estava em São Paulo e cancelou a agenda para voltar ao Estado, sequer deu uma declaração por telefone, ainda - o ataque ocorreu entre as 3h e 4h, de madrugada, e até a conclusão deste post, às 14h20, nada. Informação atualizada: mais de 14 horas depois, o governo convocou uma coletiva de imprensa para um pronunciamento de Paulo Câmara, que foi realizada após as 19h. Enquanto isso, coube aos cidadãos resgatar a última vez em que o governador abordou o tema, em entrevista à Rádio Jornal. A declaração serviu de críticas em redes sociais, já que ele havia firmando que a crise de segurança em Pernambuco é uma situação "desconfortável".  
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O ataque foi de madrugada. O governador poderia ter se pronunciado por telefone, por exemplo, mas isso não ocorreu até este horário. Restou à sua equipe de mídias sociais responder às críticas e queixas de cidadãos. Essa dificuldade de respostas é um problema frequente da gestão Paulo. É um vácuo que alimenta uma imagem de distanciamento, tanto que aliados esperam que uma mudança na equipe de comunicação, ocorrida semana passada, ajude o governo a dar uma resposta à sociedade, na "guerra da comunicação" - nas exatas palavras utilizadas por esses aliados. Claro, não se trata só de comunicação. As estatísticas mostram a crescente onda de violência em Pernambuco. Tivemos aumento em várias taxas, de homicídios a assaltos a ônibus. E o ataque cinematográfico à empresa de segurança e transporte de valores Brinks reforça que o aumento é geral, incluindo crimes que exigem grande poder de fogo - da explosão de caixas eletrônicos ao novíssimo ataque a uma empresa especializada, do ramo de segurança.  
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  É o avesso do sucesso do Pacto Pela Vida, o programa de segurança que trouxe ao PSB de Pernambuco seus anos dourados e a popularidade nos dois governos Eduardo Campos. De 2014 para cá o Pacto desabou, enquanto a criminalidade disparou - exatamente durante o governo Paulo Câmara (PSB). Embora o governo estadual afirme sempre que a onda de insegurança é nacional, não dá para ignorar que a cobrança política é bem local. Assim como na economia, vai ser difícil, mas uma uma hora toda crise passa. A questão é que, com 2018 na porta, se Paulo vai ter tempo de mostrar resultados contra a violência.

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