'A renúncia ajudaria a pacificar o País, mas é uma decisão pessoal', diz Raul Henry sobre Michel Temer

Publicado em 18/05/2017 às 17:12
Vice-governador Raul Henry (PMDB). Foto: Diego Nigro
FOTO: Vice-governador Raul Henry (PMDB). Foto: Diego Nigro
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Vice-governador Raul Henry (PMDB). Foto: Diego Nigro Aliado do presidente Michel Temer (PMDB), o vice-governador Raul Henry deu uma declaração após o pronunciamento do peemedebista e fez uma análise de mais esta crise vivida pelo País. "Não conversei com o presidente, há alguma tempo não converso com ele. Acho que essa decisão de renunciar é pessoal, exclusivamente dele e que deve ser respeitada. Acho que uma decisão pela renúncia, na minha percepção, ajudaria a pacificar o País. Mas é uma decisão dele", afirmou. De acordo com Raul, que também é presidente estadual do PMDB e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, como a renúncia não veio, agora é preciso seguir adiante. >> Governo Michel Temer completa um ano; Raul Henry diz que presidente é um ‘estadista’ "Em o presidente tomando a decisão de não renunciar, a gente tem que respeitar o rito constitucional. O fato é grave, tem que ser apurado, mas o caminho para a gente resolver as crises políticas da gente é o caminho da Constituição, do respeito à institucionalidade. Esse é o caminho de uma democracia jovem, mas de uma grande nação que quer se transformar numa nação com a democracia consolidada. As soluções têm que se dar dentro da Constituição", declarou. O vice-governador seguiu o exemplo de outros aliados do presidente e disse que essa nova crise política atinge o Brasil em um momento de retomada da estabilidade. "Para começar, acho que é lamentável que fatos como esses tenham acontecido no momento em que o Brasil começa, depois de oito trimestres com o PIB decrescendo, a reagir, subir o número do emprego, do crescimento econômico, a ter queda da inflação, no momento em que o Brasil começa a se arrumar, aí vem um fato desse", disse. SUAPE Temer estaria com Raul Henry e o governador Paulo Câmara (PSB) nesta sexta-feira no Complexo Industrial e Portuário de Suape, mas a agenda foi cancelada. É a segunda vez que a pauta com o presidente em Suape é adiada. Agora, não há previsão de uma nova visita de Temer ao Porto de Suape. "Não sinalizaram e é absolutamente compreensível que ele tenha cancelado essa agenda. Não há nem como retomar esse assunto em um momento de tanta imprevisibilidade como esse, mas ultrapassado esse momento mais agudo da crise vamos retomar o assunto de Suape", finalizou.

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