Coluna Cena Política

Ciro Gomes ainda é só um vendedor de guarda-chuva

Quando os clientes do vendedor de guarda-chuva colocam ele nos braços e o reverenciam como um profeta, beira a maluquice.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 10/03/2020 às 14:18
Análise
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Ciro Gomes quer ser profeta - Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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Por Igor Maciel, da coluna Cena Política

Ciro Gomes (PDT) começou a fazer circular nas redes a expressão #Ciroavisou, defendendo que ele disse desde o ano passado que o Dólar ia subir e a economia ia sair dos trilhos.

Logo, a expressão "Ciro Gomes" virou uma das mais buscadas no Google e mais mencionadas no Twitter.

Ciro é o sujeito que sai de casa em dia ensolarado, gritando para as pessoas que vai chover, para tentar vender guarda-chuva. Mas nunca chove e alguns, assustados, compram o produto. Outros o ignoram.

Um dia vai chover e ele vai estar certo. Até aí, uma análise de probabilidade explicaria o "fenômeno". Nada demais.

O problema é quando os clientes do vendedor de guarda-chuva colocam ele nos braços e o reverenciam como um profeta. Aí já beira a maluquice.

Porque Ciro Gomes não podia adivinhar que uma pandemia iria atingir as bolsas, nem que a Rússia iria brigar com a Arábia Saudita por causa de petróleo.

O pedetista vai ser o entrevistado da próxima semana no Roda Viva. Certamente vai posar de profeta dizendo que avisou sobre tudo o que está acontecendo.

Mas, Ciro ainda é só um vendedor de guarda-chuva.

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