Coluna Cena Política

Lindbergh precisa contar a história completa antes de querer liderar algo

O ex-senador quer voltar aos tempos em que presidia a UNE contra Collor, mas esquece a parte em que, depois, virou senador e foi acusado de corrupção

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 11/03/2020 às 14:38
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Foto: Agência PT
Lindbergh voltou às manchetes após notícias sobre romance com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Agora, quer liderar reação a Bolsonaro. - Foto: Agência PT
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Igor Maciel, da coluna Cena Política

O ex-senador Lindbergh Farias (PT) comandou, nos anos 90, a UNE e o movimento dos caras-pintadas. Na época, Collor, pressionado pelo Congresso, convocou manifestações e pediu que todos fossem de verde e amarelo. Lindbergh mobilizou estudantes que foram vestidos de preto. Collor caiu.

Na narrativa de Lindbergh a história termina aqui. Mas, não termina. Teve mais depois.

É preciso dizer que depois, o jovem estudante que comandava a UNE, filiado ao PT, entrou para a política partidária e virou prefeito no interior do RJ, em seguida, senador da República.

Foi acusado de receber propina da Odebrecht nas campanhas de 2008 e 2010. Algo em torno de R$ 4,5 milhões. Ele nega as acusações.

Outro aspecto da história que Lindbergh deixa de lado ao convocar manifestantes para irem de preto no dia 15, como se fosse presidente da Une outra vez, é que ele está desempregado desde 2018, quando não conseguiu se reeleger pra mais nada. Tendo sido renegado até pela própria base eleitoral.

Lindbergh precisa contar a história completa antes de querer liderar alguma coisa.

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