Coluna Cena Política

O coronavírus "fantasia", segundo Bolsonaro, que já dobrou até Trump

Se realmente o Coronavírus é uma fantasia, a Itália vai gastar, nesse setor, mais do que a Disney em 2020.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 12/03/2020 às 9:25
Análise
JIM WATSON/AFP
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres ao lado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante um jantar em Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida, em 7 de março de 2020. - FOTO: JIM WATSON/AFP
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Por Igor Maciel, da coluna Cena Política

Na esteira da nova classificação da Organização Mundial de Saúde para a doença como Pandemia, além da preocupação de Donald Trump que proibiu voos da Europa para o País com o qual ele tem responsabilidade direta, os EUA, chegamos a Bolsonaro no Brasil.

O número por aqui cresce sem parar, PE já registrou casos, há possibilidade de um aumento sem precedentes com expectativa de alguns milhares de positivos em duas semanas. E o presidente brasileiro fala ainda em "fantasia" da imprensa.

É nas grandes crises que surgem os grandes homens e mulheres. É quando eles se agigantam e servem de exemplo para o restante da população. Outros se encolhem.

Se realmente o Coronavírus é uma fantasia, a Itália vai gastar, nesse setor, mais do que a Disney em 2020. O país europeu com mais mortes até agora estima gastos de 25 bilhões de Euros para conter a doença que o chefe do Executivo daqui chamou de exagero.

Mas, o governo Bolsonaro tem um gigante (ufa!) que está fazendo o que fazem os gigantes em momentos difíceis. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, estava no Congresso explicando a situação difícil aos parlamentares e, humildemente, como fazem os grandes homens, pedindo dinheiro aos representantes do povo para conter o avanço do coronavírus no Brasil.

Serão R$ 5 bilhões inicialmente, para investir em "fantasia" no Brasil, segundo o presidente da República que todo dia procura uma forma para dificultar a vida de quem tenta defendê-lo.

Agora que até Trump admitiu a seriedade do problema, resta esperar e tentar descobrir se o nosso presidente está a altura do cargo ou se vai precisar de calço pra subir na própria cadeira.

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