Eleições 2020

Quando apoiar é tentar sabotar: PT local aceita Marília Arraes, mas diz que não vai fazer oposição.

Seguir ocupando os cargos que recebeu do PSB na prefeitura e no governo também não parece lógico. Que tipo de candidatura é essa?

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 05/08/2020 às 10:12
Análise

Sérgio Bernardo/JC Imagem
A pré-candidata Marília Arraes (PT): É oposição ou não? - FOTO: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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O PT local resolveu se render e aceitar a candidatura de Marília Arraes (PT) à prefeitura do Recife, mas decidiu que isso "seria sem fazer oposição ao PSB". É preciso saber se há duas cadeiras de prefeito para 2021 e não estávamos sabendo. Essa conversa de neutralidade ativa pode até colar para membros do legislativo que não querem se comprometer, mas, numa eleição é impossível. Ou a candidatura perde legitimidade.

Seguir ocupando os cargos que recebeu do PSB na prefeitura e no governo também não parece lógico. Que tipo de candidatura é essa?

Em 2018, o PDT resolveu indicar a vice para a chapa de Maurício Rands, na época pelo Pros, contra Paulo Câmara (PSB). Isabella de Roldão assumiu a missão. O problema é que ninguém do PDT entregou os cargos que tinha.

Atrapalhou, porque ninguém acreditou que a candidatura era oposição de verdade. Foi muito ruim pra Rands.

Em reunião com o PSB, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, afirmou que a candidatura de Marília seria "respeitosa e sem baixarias". Isso é aceitável.

Mas, manter cargos e dizer que vai ser uma candidatura concorrente, mas não vai fazer oposição.

É piada ou sabotagem deliberada.

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