Eleições 2020

Chapa da campanha de Eduardo Campos em 1992 se "repete" com os filhos em 2020, tentando resultado diferente

Em 1992, Eduardo ficou em quinto lugar. Jarbas Vasconcelos (PMDB) foi eleito no primeiro turno, com Humberto Costa (PT) em segundo, André de Paula (PFL) em terceiro e Newton Carneiro (PSC) em quarto.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 15/09/2020 às 10:55
Análise

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
O deputado João Campos (PSB) - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Há sempre comparações entre a derrota de Eduardo Campos na disputa pela prefeitura do Recife, em 1992, e a atual campanha do candidato João Campos (PSB), seu filho, também pelo Recife.

Com a confirmação de Isabella de Roldão (PDT) como vice de João, a comparação fica ainda mais viva.

É que ela é filha de Roldão Joaquim que, em 1992, era o vice de Eduardo Campos.

Em 1992, Eduardo ficou em quinto lugar. Jarbas Vasconcelos (PMDB) foi eleito no primeiro turno, com Humberto Costa (PT) em segundo, André de Paula (PFL) em terceiro e Newton Carneiro (PSC) em quarto.

Apesar de ser neto do então governador Miguel Arraes, Campos conseguiu pouco mais de 25 mil votos e só venceu o sexto colocado, Luciano Bivar, na época pelo PL, que teve dois mil votos.

Pra quem tornou-se governador, fez sucessores e continua influenciando a política local através de um legado, a derrota chama atenção.

O momento, claro, era outro. Em 1992, Eduardo entrou sabendo que perderia, foi cumprir missão, tentando levar a disputa para um segundo turno e atrapalhar Jarbas, que meses antes rejeitou ele para vice.

Falhou, Jarbas venceu fácil, mas deu sua cota de sacrifício.

Agora, João é o candidato a ser batido por uma oposição desorganizada e repleta de candidatos que às vezes mais parecem base do PSB do que oposicionistas.

Apesar disso, não é uma eleição que possa ser ganha no primeiro turno com facilidade.

Marília Arraes vem se descolando do PT e buscando um caminho mais central para tirar votos do PSB.

Do outro lado, Mendonça Filho (DEM), ex-ministro e ex-governador, faz esse mesmo caminho partindo da direita, com uma experiência que nem Campos nem Marília possuem.

É um pleito imprevisível.

Mas, não deixa de ser curioso que a filha de Roldão e o filho de Eduardo estejam juntos tentando a prefeitura do Recife, 28 anos depois.

Seja qual for o resultado, será simbólico.

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