Ouvir é bom

Para João Carlos Paes Mendonça, Recife precisa de uma transformação social, mas não se pode vender fantasia ao cidadão

É a visão de alguém acostumado a modular vontades dentro das inúmeras dificuldades que enfrentou. E ele sempre venceu mais do que perdeu. Então, é preciso ouvir.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 16/10/2020 às 10:46
Análise

HEUDES REGIS/ACERVO JC IMAGEM
O empresário João Carlos Paes Mendonça - FOTO: HEUDES REGIS/ACERVO JC IMAGEM
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Na semana em que os candidatos à Prefeitura do Recife mais fizeram promessas, com ideias sobre emprestar dinheiro, congelar impostos e até construir "trem suspenso", o empresário João Carlos Paes Mendonça deu uma entrevista à Rádio Jornal, com frases carregadas de análise crítica e de uma realidade cortante.

Em resumo, deixou claro que num ambiente de recursos cada vez mais limitados e no qual os desejos são infinitos, atender o segundo sem respeitar o primeiro é um erro crasso.

Pode-se dizer que realidade não ganha eleição. A verdade é que nós falimos um pouco, enquanto sociedade, toda vez que aceitamos essa falsa premissa, mesmo que ela finja se provar, falaciosamente, a cada eleição.

O empresário já apontou o caminho outras vezes, durante a história de Pernambuco. Dizia "sonhar" com a duplicação da BR-232, por exemplo.

Quando a obra foi realizada, o Agreste do Estado experimentou seu maior crescimento econômico na história.

Hoje, ele aponta para a necessidade de projetos que tirem as pessoas da pobreza e as ajudem a trabalhar e ganhar o próprio dinheiro, parecidos com os que ele mesmo realiza através do Instituto JCPM.

O modelo existe, dá certo, não é mágica. Pode-se concordar ou não, baseado em paixão política ou em planilhas construídas sobre convicções, mas é a visão de alguém acostumado a modular vontades dentro das inúmeras dificuldades que enfrentou.

E ele sempre venceu mais do que perdeu. Por isso, é preciso ouvir.

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