História, tragédia e farsa

Publicado em 24/11/2020 às 2:00
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Uma candidata, que começa a ameaçar o poder estabelecido ao crescer muito nas pesquisas, sendo massacrada através de mensagens de celular, falsas alegações e argumentações produzidas para causar terror em possíveis eleitores que viessem a simpatizar com ela e com a expectativa de mudança que ela trazia. Não se trata de Marília Arraes (PT), no Recife, em 2020, mas de Marina Silva, no Brasil, em 2014. Na época, a ex-senadora estava no PSB, substituindo Eduardo Campos que acabara de falecer. A comoção impulsionou Marina nas pesquisas. Em determinado ponto, ela já quebrava a bipolaridade PT x PSDB, ultrapassava Aécio (PSDB) e havia simulações em que vencia Dilma Rousseff (PT) no 2º turno. Imediatamente, inserções do PT mostravam, na TV, imagens de pratos vazios que davam a ideia de famílias famintas, empobrecidas, se Marina vencesse. Ligavam ela a declarações que nunca deu, distorciam falas e conseguiram enterrá-la na disputa já no 1º turno. Aécio voltou a crescer e, como planejado pelos petistas, perdeu em seguida. O PSB, rendido, apoiou Aécio Neves e a centro-direita, mas só até Dilma cair, pra que seus interesses fossem atendidos. Depois voltou para a conveniente órbita do PT.

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa". A frase, ironicamente, é de Karl Marx.

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