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Rejeição a Bolsonaro aumenta até nas regiões em que ele tinha bons resultados; veja quais são

A pesquisa mais recente da XP em parceria com o Ipespe avaliou a aprovação e a desaprovação ao presidente da República. Os índices pioraram

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 05/04/2021 às 20:14
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EVARISTO SA/AFP
Em mais de uma ocasião Bolsonaro se referiu à covid-19 como "vírus chinês" - FOTO: EVARISTO SA/AFP
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A rejeição a Bolsonaro continua aumentando, segundo a pesquisa XP/Ipespe. A avaliação negativa que era de 35% em dezembro, chegou a 42% em fevereiro, 45% em março e, agora, alcançou 48%.

O índice piora cerca de 3 p.p. ao mês.

Dessa vez, o presidente apresentou piora em todas as regiões do país.

No Sul, no Centro Oeste e no Norte, onde Bolsonaro já teve bons resultados e ainda tem boa aprovação, a rejeição começou a subir nos últimos meses.

No Sul, a rejeição era de 35% em janeiro. Agora está em 45%.

No Norte e no Centro Oeste, que são avaliados juntos pela pesquisa, a desaprovação era de 32%, agora está em 39%.

No Nordeste a situação já era ruim e piorou, a rejeição passou de 43% em janeiro para 54%.

No Sudeste, onde a rejeição era de 44% em janeiro, agora está em 47%.

Dois segmentos apresentam melhora para Bolsonaro na rejeição. Um deles é o das cidades que tem entre 50 il e 200 mil habitantes. A rejeição, que era de 39% em janeiro, chegou a 47% no mês passado e hoje voltou aos 39%.

Outro segmento que apresentou melhora para o presidente, na rejeição, foi o da periferia nas grandes regiões metropolitanas. A rejeição era de 46% em janeiro e agora está em 36%.

A surpresa é o segmento evangélico. Dos pesquisados, 28% rejeitavam Jair Bolsonaro em março. Agora, são 30%.

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