Cena Política

Pernambuco já tem um total de dois possíveis candidatos ao governo com a polícia batendo em suas portas

Geraldo Julio (PSB) e Miguel Coelho (MDB) já podem dizer que suas gestões foram visitadas pela Polícia Federal. Alguém poderá dizer, em 2022, que "quando a PF bate em minha porta é perseguição política, mas na porta do outro é investigação".

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 13/04/2021 às 13:10
Análise
Divulgação/PF
Material apreendido na busca da PF em Petrolina - FOTO: Divulgação/PF
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Pernambuco tem, hoje, dois pré-candidatos mais ou menos declarados para o governo: Geraldo Julio (PSB) e Miguel Coelho (MDB). Ambos ocupam ou ocuparam prefeituras no estado e, hoje, construiu-se mais uma similaridade entre os dois: a Polícia Federal batendo à porta.

É feio.

O ex-prefeito do Recife reclama de perseguição da PF, sob comando do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O atual prefeito de Petrolina, filho do líder do governo Bolsonaro no Senado e aliado bolsonarista, nem pode usar essa justificativa.

Numa das muitas adaptações possíveis da famosa frase de Millor Fernandes sobre a democracia, alguém poderá dizer, em 2022, que "quando a PF bate em minha porta é perseguição política, mas na porta do outro é investigação".

Caso Miguel venha a ser mesmo candidato ao governo do Estado, estaremos, outra vez, numa disputa de quem é o "menos pior" ou, nesse caso, quem é que tem menos suspeita de corrupção sobre sua administração?

Se for esse, que triste para o futuro.

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