Cena Política

Miguel Coelho se encontra com Wolney Queiroz para uma aproximação. Mas um não facilita a vida do outro

O prefeito de Petrolina e candidato declarado ao governo precisa de coisas que o deputado pedetista não pode garantir, e vice-versa. Serve apenas para deixar uma ponte em pé.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 28/04/2021 às 17:38
Análise
DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE PETROLINA
Miguel Coelho e Wolney Queiroz - FOTO: DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE PETROLINA
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O prefeito de Petrolina se encontrou com o deputado federal Wolney Queiroz (PDT) para falar sobre eleição de 2022. A ideia seria conquistar o PDT estadual como aliado para a disputa. Miguel não esconde de ninguém que pretende disputar o governo. O cálculo pode parecer simples, mas não é.

Wolney é líder do PDT na Câmara Federal e comanda, junto ao deputado estadual José Queiroz (PDT), um grupo político de oposição a Raquel Lyra (PSDB) em Caruaru, no Agreste.

O pedetista também é presidente estadual do partido e aliado regional do PSB.

Além disso, precisa montar um palanque local para Ciro Gomes (PDT) em sua candidatura a presidência, que não pode ter o PT.

E o PT deve ser aliado do PSB em 2022.

Tudo isso terá que acontecer sem criar um problema com João Campos (PSB), prefeito do Recife, que tem Isabella de Roldão, do PDT, como vice-prefeita, ao menos até 2024.

O nó é tamanho que Miguel quer apresentar uma solução. Mas, para ser solução ao PDT, o prefeito de Petrolina teria que servir de palanque para Ciro Gomes. Ia ser difícil de explicar, com o pai, Fernando Bezerra Coelho (MDB), sendo líder do governo Bolsonaro no Senado.

Miguel também teria que se opor a Raquel Lyra (PSDB), que hoje disputa espaço para ser candidata da oposição ao PSB no estado e é uma aliada do prefeito de Petrolina.

Tudo é possível, mas é uma aproximação difícil de acontecer.

 

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