Cena Política

Ciro Gomes se descola do grupo de candidatos alternativos a Lula e Bolsonaro

Nova pesquisa do instituto PoderData mostra um cenário diferente para ex-governador cearense que pretende disputar uma vaga no segundo turno contra o petista ou contra o atual presidente.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 10/06/2021 às 16:36
Análise
Reprodução/Instagram
Ciro Gomes (PDT) - FOTO: Reprodução/Instagram
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A mais recente pesquisa PoderData praticamente não se alterou, além da margem de erro, para Lula (PT) e Bolsonaro (sem partido).

Em maio, ambos estavam com 32%.

Agora, o atual presidente oscilou para 33% e o petista foi a 31%.

Como a margem de erro é de 2 p.p. para baixo e para cima, empate.

O que chamou atenção foi o crescimento de Ciro Gomes (PDT).

E isso acontece bem no momento em que o publicitário João Santana entrou na equipe para reconstruir a imagem do ex-governador do Ceará e tentar colocá-lo no 2º turno.

Na pesquisa anterior, em maio, Ciro tinha 6%. Era a mesma média que o presidenciável mantinha desde o início do ano, mesmo com toda a exposição nas redes sociais e na mídia tradicional.

Agora, em menos de um mês, chegou a 10%.

O reposicionamento de Ciro foi estratégico.

Ele tem feito balões de ensaio, testes, em que passa alguns dias da semana repercutindo críticas a Lula.

Depois, cria um outro fato para repercutir críticas a Bolsonaro.

Ao invés de dizer que é uma alternativa, tem tentado mostrar isso para cada público, sendo incisivo.

Esta semana, gravou um vídeo chamando Bolsonaro de "traidor", a produção foi vista mais de um milhão de vezes nas redes sociais e ficou nos trends do Twitter por várias horas.

Antes, havia gravado uma declaração em que fazia conexões envolvendo Lula e a corrupção no Brasil.

Num dia fala para o antipetismo. No outro dia fala para o antibolsonarismo.

Matemática: Se 30% apoiam um e 30% apoiam o outro, sobram 40% dos eleitores buscando uma alternativa.

Falando contra um e contra o outro, ao mesmo tempo, e tendo uma postura menos radical, ainda dá pra pegar eleitores que hoje apoiam um dos dois, mas gostariam de ter outra opção.

Não é tarefa simples, mas já foi impossível.

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