Cena Política

Se o PSB fechar apoio a Ciro Gomes, PDT deve indicar nome para o senado. Wolney Queiroz teria a preferência

No partido fala-se muito no pai de Wolney, o deputado estadual José Queiroz (PDT). Mas preferência da direção nacional do partido é pelo filho.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 15/07/2021 às 13:00
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Ciro Gomes e Wolney Queiroz - FOTO: Reprodução
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Está no entendimento das articulações triangulares entre PSB, PDT e PT: quem os socialistas apoiarem para presidente, terá prevalência ao indicar nomes ao Senado.

É uma vaga só, então é natural que o principal parceiro da vez assuma o posto.

O apoio nacional deve definir o futuro do PSB. É lógico que, se apoiarem Ciro (PDT), os socialistas terão muito mais poder de barganha do que se apoiarem Lula (PT). 

O petista costuma obrigar todos os outros partidos a orbitarem sua presença. O pedetista também é conhecido como centralizador, mas teria mais disposição para ceder espaços.

Em Pernambuco, o PSB já teve condições de impor, na mesma chapa, um nome do PSB para o governo e outro para a única vaga ao Senado, em 2014. Foi Fernando Bezerra Coelho, socialista à época. Cedeu apenas a vice, para o MDB.

Eram outros tempos, com Eduardo Campos. Hoje, a situação é outra.

A novidade, percebida por alguns interlocutores do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na visita ao estado há uma semana, é que o nome de preferência dele para indicar à chapa é o de Wolney Queiroz (PDT) e não o de José Queiroz (PDT), pai dele, como já se cogitou.

Wolney é líder do PDT na câmara Federal pelo segundo período consecutivo e tem agradado bastante. Em Pernambuco, tanto tem servido como balizador para ações de Lupi no estado como é o responsável direto por manter, tanto quanto possível, o PDT na Frente Popular.

Falta o PSB apoiar Ciro. Aí é outra história.

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