Cena Política

Bolsonaro vai descobrir da pior maneira que o centrão não se compra, apenas se aluga

Presidente vai fazer reforma ministerial para dar mais poderes ao centrão e tentar aplacar a crise. Vai tirar poderes de Guedes, aquele que apanha e não mais reclama no governo. O problema é depois.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 21/07/2021 às 14:00
Análise
Reprodução
Jair Bolsonaro e Arthur Lira, um dos líderes do centrão - FOTO: Reprodução
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O que há de mais certo na reforma ministerial que Bolsonaro está planejando para dar mais poder ao centrão e ir escapando de um impeachment é que Paulo Guedes vai perder mais poder do que já perdeu.

Antes um super ministro, o chefe da pasta de Economia vai ter seu reduto desmembrado para ser dado aos líderes de partidos fisiológicos que ainda sustentam o presidente da República. 

A ideia de criar um ministério de Emprego e Previdência Social, além de ressuscitar o ministério do Trabalho, diminui a já capenga influência de Paulo Guedes.

Ele, por sua vez, que já esqueceu o liberal que foi um dia para poder manter o próprio status como ministro, chegando ao ponto de defender políticas populistas da época do PT, já não tem muito o que entregar.

Poderia procurar o presidente e, se ainda for recebido por ele, lembrá-lo da frase que é a mais sólida e certa sobre o centrão:

"É um grupo que ninguém compra, aluga."

Quando o contrato acabar, Guedes vai estar lá?

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