Cena Política

DEM e PSL estão perto de fechar acordo por uma fusão. Sigla teria 81 deputados, muito dinheiro e tempo de TV

Se a fusão der certo, está praticamente definido que esse "partido gigante" lançará Henrique Mandetta (DEM) para presidente em 2022.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 04/09/2021 às 7:00
Análise
ISAC NÓBREGA/PR
Luiz Henrique Mandetta é ex-ministro da Saúde - FOTO: ISAC NÓBREGA/PR
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Não é a primeira vez que a informação circula e é negada pelos seus integrantes, mas há rumores de que o DEM e o PSL estariam negociando um tipo de fusão nacional e, dessa vez, um acordo estaria bem próximo.

O impacto disso pode ser gigantesco e mexer com toda a conjuntura política do país. Somente na Câmara Federal, por exemplo, o novo partido teria mais de 80 deputados. Hoje, a maior bancada é a do PT, empatado com o PSL, em 53 parlamentares. O DEM tem 28.

Hoje, o DEM tem uma capilaridade que o PSL não consegue ter. O PSL, devido ao bolsonarismo em 2018, tem muito dinheiro e muito tempo de TV e Rádio para 2022.

Juntando, DEM e PSL podem receber quase R$ 1 bilhão de fundo eleitoral, por exemplo.

É um casamento com interesses bem específicos e lucrativo para os dois lados. Se depender das direções nacionais, o negócio será fechado. O problema é nos estados.

No acordo, cada estado será comandado pelo que hoje é o PSL ou pelo DEM, de acordo com o grupo que tiver um candidato com mais condição de disputar o governo.

Isso explica a pressa para confirmar Miguel Coelho, em Pernambuco, como nome do DEM, já sendo apresentado como pré-candidato.

Pelo acordo, isso garante o predomínio do grupo do DEM sobre o PSL local. Embora todos prometam trabalhar em conjunto.

Se a fusão der certo, está praticamente definido que esse "partido gigante" lançará Henrique Mandetta (DEM) para presidente em 2022. O ex-ministro da Saúde tem crescido nas pesquisas e pode representar a esperada terceira via na eleição.

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