Cena Política

"Problema seu!" e "Fique quieto!". O clima da CPI da Covid em dia de leitura de relatório

Ânimos estão bastante exaltados na reunião marcada para ler o relatório final da CPI da Covid.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 20/10/2021 às 11:57
JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO
Marcos Rogério (DEM-RO) - FOTO: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO
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O clima esquentou na reunião da CPI da Covid, marcada para esta quarta-feira (20), para a leitura do relatório final preparado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). 

Antes da leitura, no momento em que os parlamentares colocam suas posições e questão de ordem, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) solicitou que o nome do presidente Bolsonaro fosse retirado do texto, para que não fosse indiciado.

A justificativa dele é que se os governadores não podem ser investigados pela CPI, o mesmo princípio da separação de poderes deveria ser aplicado ao presidente da República.

A questão foi rejeitada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), explicando que os governadores não foram incluídos por definição enviada pelo STF e que não se aplica ao presidente.

Marcos Rogério insistiu e o clima fechou:

"Sua questão de ordem está indeferida. O presidente cometeu muitos crimes e vai pagar por eles", respondeu Aziz.

"É o método de tratorar", replicou Marcos Rogério.

"Problema seu. Tenha a maioria aqui e aí você aprova o que quiser. Se não tem, fique quieto", encerrou Aziz.

Marcos Rogério faz parte do grupo de apoio a Jair Bolsonaro na CPI da Covid, que é minoria no colegiado.


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