Cena Política

Com indiretas para Lula e Bolsonaro, Sergio Moro fala em união de candidatos, mas discurso ainda é raso

Dizer que quer acabar com o desemprego e reduzir a inflação é como a chuva avisar que tem a intenção de molhar sua cabeça. É garoa ou granizo?

Igor Maciel
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Igor Maciel
Publicado em 10/11/2021 às 11:53 | Atualizado em 10/11/2021 às 19:46
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PESQUISAS Moro surge com 11% das intenções de voto - FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE
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O evento de filiação de Sergio Moro ao Podemos foi bem mais que isso, como se imaginava.

O ex-juiz se apresentou como candidato a presidente e já adiantou o que pensa sobre diversos assuntos que são problemas no país.

Aproveitou para se diferenciar dos concorrentes Lula (PT) e Bolsonaro (sem partido). E fez isso com críticas veladas.

Falou que nunca vai deixar os filhos interferirem na gestão, se for presidente. Uma referência a Bolsonaro.

Depois disse que seria presidente para acabar com Petrolão e orçamento secreto, numa referência a Lula e, outra vez, Bolsonaro.

Fez, também, acenos aos outros candidatos, alguns que estavam participando do evento, como João Doria, dizendo que é preciso haver união.

O evento foi pomposo, o discurso foi bem elaborado. O trabalho de preparação feito com ele, certamente, incluiu um fonoaudiólogo. Moro falou impostado e muito mais claro.

Apesar disso, seguiu raso. O que é ser raso? Dizer que quer acabar com o desemprego e reduzir a inflação é como a chuva avisar que tem a intenção de molhar sua cabeça. Se vai ser um temporal, uma garoa ou virá como granizo.

Haverá tempo para isso, é verdade.

Ao menos, ele mudou a faixa do disco e não falou, o tempo todo, de combate à corrupção. É verdade que a corrupção é o grande mal da gestão pública no Brasil.

O país é bem mais complexo que isso.

Nesta quarta-feira (10), foi divulgada a nova pesquisa da Genial/Quaest mostrando Bolsonaro com rejeição ainda mais alta e Sergio Moro ultrapassando Ciro Gomes. Confira aqui.

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