Cena Política

Eleições locais tendem a ser "nacionalizadas", segundo Antonio Lavareda. Em Pernambuco, Lula se antecipou a isso

Um dos principais pontos das conversas de Lula, nos estados, com partidos que não fazem parte do campo da esquerda é incentivá-los para que fiquem neutros na eleição.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 27/01/2022 às 13:31
Ricardo Stuckert/Divulgação
REPUBLICANOS Silvio Costa Filho, de partido ligado ao dono da Igreja Universal, estará com Lula no Estado - FOTO: Ricardo Stuckert/Divulgação
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Após a última pesquisa Ipespe ser divulgada, apontando números atualizados sobre a disputa presidencial, o cientista político Antonio Lavareda fez algumas considerações e anotou, em determinado ponto, uma observação sobre a tendência de nacionalização das disputas estaduais.

"Dentro de alguns partidos cobiçados para participarem de coligações presidenciais se fortalece o sentimento de que talvez seja mais vantajoso simplesmente não apoiar nenhum nome. Porque nas disputas estaduais, que prometem ser as mais nacionalizadas dos últimos tempos, melhor será a legenda do postulante ao governo ficar sem candidato presidencial, do que ser carimbada pelo apoio ao candidato errado nas circunstâncias locais", explicou Lavareda.

Chama atenção que Lula (PT) tenha percebido isso e se adiantado há alguns meses nesse sentido.

Um dos principais pontos das conversas de Lula, nos estados, com partidos que não fazem parte do campo da esquerda é incentivá-los para que fiquem neutros na eleição.

"Não apoiem ninguém e fiquem livre pra vir comigo ou com Bolsonaro, de acordo com o seu eleitorado local", é o que ele vinha repetindo.

O Republicanos, por exemplo, deve ficar neutro nacionalmente e liberar os estados. Em Pernambuco, Silvio Costa Filho (Republicanos) leva a sigla pra apoiar o petista.

O PP, aqui, também vai apoiar Lula.

O ex-presidente antecipou o que os números mostram agora na pesquisa.

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