Cena Política

Anderson Ferreira abraça Bolsonaro para a campanha e diz que se o PSB nacionalizar a discussão, vai ajudá-lo

Enquanto todo mundo fugiu da rejeição a Bolsonaro, Anderson, com Gilson Machado para o Senado, tomaram o caminho inverso e apostaram alto.

Igor Maciel
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Igor Maciel
Publicado em 20/04/2022 às 18:41 | Atualizado em 20/04/2022 às 18:41
Alexandre Aroeira/JC Imagem
Candidato ao Governo de Pernambuco Anderson Ferreira e o Ministro do turismo -Gilson Machado, visitam o JC. - FOTO: Alexandre Aroeira/JC Imagem
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Anderson Ferreira (PL) não está preocupado com a rejeição a Bolsonaro (PL) em PE. Enxerga isso como oportunidade.

O ex-prefeito de Jaboatão e pré-candidato ao governo fez uma visita ao Sistema Jornal do Commercio e garantiu que está preparado para a campanha sem precisar esconder o presidente.

A estratégia está baseada na composição de todos os palanques da oposição local, na polarização nacional e na rejeição ao PSB. É um plano interessante, principalmente porque a eleição nacional está se configurando para uma recuperação de Bolsonaro na disputa com Lula e uma morte precoce da terceira via.

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Candidato ao Governo de Pernambuco Anderson Ferreira e o Ministro do turismo -Gilson Machado, visitam o JC. - Alexandre Aroeira/JC Imagem

Na terceira via estão, inclusive, todos os candidatos nacionais dos colegas de Anderson na oposição, Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (UB).

Mas, e quando o PSB começar a chamar todos de "palanque de Bolsonaro"? A resposta vem firme, na companhia do ex-ministro Gilson Machado que também estava na visita e é pré-candidato ao Senado: "vamos perguntar o que Paulo Câmara fez com os quase R$ 30 bilhões que o governo Bolsonaro mandou para Pernambuco, onde foi aplicado e se foi aplicado".

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Candidato ao Governo de Pernambuco Anderson Ferreira e o Ministro do turismo -Gilson Machado, visitam o JC. - Alexandre Aroeira/JC Imagem

Na prática, todos entendem que há uma vaga para a oposição ir ao segundo turno contra o PSB. Anderson, Raquel, Miguel e Marília querem ela.

Enquanto todo mundo fugiu da rejeição a Bolsonaro, Anderson e Gilson tomaram o caminho inverso.

Longe de ser suicida, a coragem dos dois pode acabar sendo premiada.

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