Opinião

Menor número de cartões corporativo em cinco anos

Cartões corporativos caíram de 6,1 mil para 1.666

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 06/03/2020 às 7:56
Notícia
AFP
Economia brasileira registra seu terceiro ano consecutivo de fraco crescimento, o primeiro com Jair Bolsonaro - FOTO: AFP
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O número de cartões de pagamento do governo federal, os chamados “cartões corporativos”, caiu a um sexto do total que existia. Atualmente é o menor número de cartões ativos dos últimos cinco anos. Desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), cujo governo usava cartão corporativo com a mão na cabeça para não perder o juízo, a quantidade de cartões caiu de 6,1 mil para os atuais 1.666. O governo Lula se lambuzou, usando cartão corporativo para pagar para ministros, cabelereiro, alugar carros de luxo, resorts e até tapioca. O recorde de gastos com cartões corporativos é de 2010, ano da primeira eleição de Dilma, quando o governo Lula torrou R$ 80 milhões. Os gastos de Dilma com cartões aumentaram ano a ano da posse até seu impeachment, em 2015. Média de gastos: R$ 60,2 milhões/ano. Gastos com cartões começaram a cair em 2016 para R$ 52 milhões. Em 2019 os R$ 52 milhões se repetiram sob a gestão de Bolsonaro.

DF mostrou estar preparado

O setor de saúde de Brasília, inclusive o privado, está tão atento e preparado para lidar com a epidemia de coronavírus, que o Hospital Daher, que é particular, aplicou os protocolos de primeiro atendimento tão logo a mulher de 52 anos chegou a sua emergência com sintomas da doença. Com a indicação de diagnóstico de coronavírus, o hospital informou a Secretaria de Saúde para providenciar sua imediata remoção “para  tratamento e sobretudo rigoroso isolamento”.

Esforço

À frente do esforço contra coronavírus está o infectologista Eduardo Hage do Carlos, designado pelo governador para coordenar as ações.

Ops, errei

O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, estava tão por fora do primeiro caso de coronavírus que informou idade errada da paciente.

Dois hospitais

O DF designou como centros de referência do vírus o Hospital da Asa Norte (HRAN) e o Hospital de Base de Brasília, para casos mais graves.

Fraude continua

Às 18h30 dessa quinta-feira, o painel da Câmara contabilizava 448 deputados presentes para a sessão não deliberativa do dia. Mentira. Assim como é hábito desde que Rodrigo Maia assumiu a presidência da Casa, deputados batem ponto antes das 7h e vazam do trabalho.

Que vergonha

Como toda quinta, deputados federais apareceram do nada, desde as 6h da manhã de ontem, calçando tênis, usando camisetas e jeans. Assinavam o ponto e corriam para o aeroporto, diz funcionário da Casa.

Comilança

Fábio Ramalho (MDB-MG) não relaxa como provedor de guloseimas. Na quarta, foi chegando e bradando: “Boracumê, boracumê!” Todos trocaram o plenário pelo restaurante ao lado para saborear seu leitão.

Aviso prévio

É diferenciado o estilo do governador do DF, Ibaneis Rocha: é rápido nas decisões, se preciso trabalha 20 horas e demite sem dificuldades. Ontem, pregou aviso para os secretários no Whatsapp: “Vamos ver se todos aceleram nas suas áreas. Não dá mais tempo para desculpas.”

Frase

Um clima completamente diferente do que está se falando.” Paulo Guedes (Economia) após reunião com acionistas e executivos de grandes empresas

Oligarcas

Lideranças oligárquicas de Goiás estão de orelha em pé com o surgimento da candidatura Marco Aurélio Nascimento, bolsonarista desde criancinha. Ele vai disputar a prefeitura de Palmeiras de Goiás.

Não é só tragédia

Após o resultado de crescimento de 1,1% da economia brasileira em 2019, a XP investimentos revisou a projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2020 de 2,3% para 1,8% e de 2,3% para 2,5% em 2021.

*Cláudio Humberto assina coluna diária no Jornal do Commercio

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