OPINIÃO

PEC amplia idade-limite de aposentadoria no setor público

Leia a opinião de Cláudio Humberto

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 06/08/2020 às 7:13
Notícia

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
O objetivo é estender por mais cinco anos a permanência dos atuais ministros do STF - FOTO: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
Leitura:

Movimenta os bastidores de Brasília um conchavo ousado, que oscila entre o “sonho” e o golpe institucional, para aprovação de uma “PEC do Fraldão”, ampliando de 75 para 80 anos a idade-limite de aposentadoria no setor público, a fim de estender por mais cinco anos a permanência dos atuais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo seria impedir que o presidente Jair Bolsonaro de nomear ministros na Corte. No mesmo pacote, seria aprovada a regra que é sonho de consumo de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, permitindo a reeleição da dupla. O conchavo ocorre cinco anos após a aprovação casuísta da PEC da Bengala, que ampliou a idade-limite de 70 para 75 anos. O deputado Arthur Lira (AL), líder do PP e do Centrão, já avisou que a PEC do Fraldão não tem chance de ser aprovada no Congresso. O líder do Governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), não acredita que a PEC do Fraldão prospere: “Acho improvável”.

150 dias de Ronaldinho

O ex-craque Ronaldinho Gaúcho completa nesta sexta-feira (6) exatos 150 dias preso em Assunção, no Paraguai. Há evidências de que ele pode estar sendo usado como retaliação ao Brasil pelo fato de a Justiça Federal brasileira haver decretado a prisão do ex-presidente paraguaio Horácio Cartes, poderoso empresário local, dono da Tabesa, fabricante de cigarros que há anos inunda ilegalmente o mercado brasileiro. Nesse tempo, Gaúcho não tem recebido a solidariedade do governo do Brasil e nem de ex-colegas, inclusive de clubes como PSG e Barcelona. A defesa alega que o ex-jogador não saberia da ilegalidade do passaporte que foi apreendido em seu poder. A Justiça paraguaia não incomoda o poderoso ex-presidente, mas acusa Gaúcho até de formação de quadrilha, lavagem e outros crimes.

Mandou mal

A solidariedade passa longe do Tribunal de Contas da União (TCU), cujos. Ministros levaram 9 dias para abrir processo disciplinar contra o servidor que ofendeu e destratou a ministra Ana Arraes. Que vergonha.

Olha o nível

Durante sessão de julgamento por videoconferência do Tribunal de Justiça de Sergipe, o desembargador gente boa Ruy Pinheiro não gostou do cafezinho frio servido por um funcionário, e reclamou: “Puta merda!”.

Microfone

As sessões virtuais de julgamento têm exposto a Justiça brasileira. Do desembargador do Amapá que apareceu sem camisa àquele catarinense que viu na colega, durante julgamento, “essa carinha de puta”. Que nível!

Cidadão

Usando gravata do tipo ‘arranca elogios’ e sem aparato de segurança, o general Augusto Heleno (GSI) almoçou nesta quarta (5), cedo, em um restaurante no Lago Norte, em Brasília. Preferiu salada e grelhados.

Impossível

O desequilíbrio nas contas públicas, despesas emergenciais, contas fixas e “privilégios intocáveis” inviabilizam a reforma tributária neste momento, na opinião do especialista Antonio Carlos Rodrigues do Amaral.

É loteria

Para o especialista em Direito Penal Felipe de Almeida, a politização das matérias jurídicas cria uma espécie de “loteria” na concessão de prisão domiciliar a encarcerados em grupos de risco do coronavírus.

Frase

Por maldade, por ignorância, falam que isso é nova CPMF”, ministro Paulo Guedes (Economia), perdendo outra chance de explicar o novo imposto

Contra covid

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura identificou 215 medidas (macroeconômicas, comerciais, cadeias alimentícias, crédito etc.) em vigor nas Américas para mitigar efeitos da pandemia.

Em inglês

Segundo levantamento da Minds Idiomas, com quarentena a venda de cursos de inglês online cresceu 17% apenas no mês de junho. No Google, a busca por esses cursos disparou 53% em maio.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte.

Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Comentários

Últimas notícias