Opinião

TSE violou uma das maiores conquistas populares, diz deputado sobre fichas sujas poderem concorrer neste ano

Leia a opinião de Cláudio Humberto

JC
Cadastrado por
JC
Publicado em 03/09/2020 às 7:43 | Atualizado em 03/09/2020 às 7:46
FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR
Eleitor esquece em quem votou e os eleitos esquecem porque foram eleitos - FOTO: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR
Leitura:

Virou galhofa

Logo após o adiamento das eleições para novembro, o deputado Célio Studart (PV-CE) fez consulta ao
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se certificar de que políticos condenados em 2012 continuariam
inelegíveis, como prevê a Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular. Mas sua consulta deu pretexto para o
TSE legislar outra vez e perpetrar mais uma interpretação criativa, liberando ficha suja para concorrer em
novembro.

Para Studart, o TSE “violou uma das maiores conquista populares”. A lei tornou condenados de
2012 inelegíveis até a eleição de 2020. Para o TSE, a sentença se referia a outubro, não a novembro. Um
deboche. A Lei da Ficha Limpa pune o pilantra e o afasta de eleições por oito anos ou dois pleitos. O TSE
pisou na lei e reduziu a punição para uma eleição. Após a prorrogação da eleição, o TSE estendeu todos os
prazos para convenções, propaganda etc. Mas pegou leve com políticos corruptos. Ministros do TSE
pareciam se divertir com a decisão que provocou uma onda de indignação. “Sorte é sorte”, disse o ministro
Alexandre Moraes.

Custo-vereador

Há no Estado de São Paulo 39 municípios cuja receita é menor que o custo dos salários dos seus vereadores, segundo o Tribunal de Contas do Estado. Esse tipo de fenômeno atormenta centenas de municípios em todo o País, reforçando a defesa do fim de câmaras municipais. Quase todas custam caro e produzem pouco, além de vexames, corrupção. Há propostas pelo fim de vereadores em cidades inferiores a 2 milhões de habitantes, mas o Congresso não deixa: é assim que os parlamentares obrigam os pagadores de impostos a sustentar seus cabos eleitorais. Os prefeitos em geral são atormentados por vereadores: se atrasarem o repasse de recursos às câmaras, ficam sujeito até a impeachment. O custo dos vereadores de Aspásia (SP), de 1800 habitantes, é 202% maior que a arrecadação do município, que não passa dos R$ 720 mil. Cada cidadão de São Paulo desembolsa em média R$400 para bancar os R$3 bilhões que os vereadores custam aos pagadores de impostos.

Em queda

O número de casos ativos do coronavírus no Brasil caiu para 663,6 mil, segundo o Ministério da Saúde. O
resultado representa queda de 4,1% em apenas dois dias de setembro e 19% em relação ao pico, em agosto.

Caixão

Agoniza a greve anual dos Correios, outra vez sem produzir os efeitos que a pelegada preconizava. Teve o
significado de mais um prego no caixão onde a estatal, que já deu tanto orgulho ao País, faleça de vez.

Feio

A vacinação contra covid nos Estados Unidos foi noticiada, nesta quarta (2), com tentativas de desqualificar
a boa nova do governo Trump. Só faltou o jornalismo de funerária defender a prorrogação da pandemia.

Imposto

Sindicalistas têm a “solução” para a crise: aumentar impostos. Criar um IPVA para “veículos marítimos”.
Chutam R$ 1,6 bilhão de arrecadação. Já cortar penduricalhos, de custo bilionário, nada.

Catar

Sede da próxima Copa do Mundo, em 2022, e proporcionalmente um dos países mais ricos do mundo,
monarquia absolutista, o Catar comemora nesta quintafeira (3) 49 anos de sua independência do Reino
Unido.

Incerteza

Pesquisa Toluna/ Zoho com empresários e “tomadores de decisão” no Brasil revela que 49% das empresas
ainda estão incertas em relação ao futuro dos colaboradores após o período de isolamento social.

Comentários

Últimas notícias